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SP: 'Melhor vacina é a que está disponível', diz secretário da capital

Edson Aparecido pediu que a população da capital não escolha a vacina no momento em que iniciar o processo de imunização contra a covid-19 - YURI MURAKAMI/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Edson Aparecido pediu que a população da capital não escolha a vacina no momento em que iniciar o processo de imunização contra a covid-19 Imagem: YURI MURAKAMI/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

14/06/2021 11h26Atualizada em 14/06/2021 14h27

O secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, pediu que a população da capital não escolha a vacina no momento em que iniciar o processo de imunização contra a covid-19. Em entrevista à GloboNews, o secretário disse que a melhor vacina é a que está disponível.

A declaração ocorre em um momento em que São Paulo inicia a vacinação por faixa etária, com a perspectiva de acelerar o processo com a chegada de mais um imunizante ao Brasil amanhã, o da Janssen, que é aplicado em dose única. Os outros três em uso (CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer) dependem da segunda dose para atingir a proteção esperada.

Teremos bastante gente para tomar vacina agora que as faixas etárias estão se reduzindo. Nós temos feito um pouco esse debate procurando conscientizar as pessoas que a melhor vacina é a que está disponível no momento e que pode ser aplicada.
Edson Aparecido

"A pessoa que deixa de tomar a vacina por 24h, 48h, corre o risco de se contaminar, corre o risco de precisar de um leito de enfermaria, de UTI, de contaminar os familiares. Portanto, a melhor vacina que existe é aquela que pode ser aplicada imediatamente e que imuniza as pessoas. Não é hora de as pessoas escolherem a vacina a ou a vacina b", completou.

Segundo Edson Aparecido, a escolha por uma vacina específica foi detectada pela prefeitura, mas não impactou o processo na capital.

"Esse movimento de as pessoas escolherem a vacina para tomar ocorreu, numa escala bem menor, mas ele seguramente ocorreu. Isso não impactou o número de pessoas a serem vacinadas na cidade. Aqui a gente continua com uma pressão bastante grande. Aqui o número e as escalas são enormes", disse.

Os motivos que levam uma pessoa a buscar determinado imunizante vão do espaçamento entre as doses para o encerramento da imunização até a uma interpretação equivocada de dados de eficácia verificados em testes.

Especialistas reafirmam que todas as vacinas passaram por um criterioso processo de testes, tiveram a eficácia desejada comprovada e ajudam na imunização coletiva, sendo importante a aplicação aos grupos elegíveis o mais rápido possível.

A cidade de São Paulo iniciou hoje a vacinação de pessoas com 58 e 59 anos. Na quarta-feira (16), será a vez da faixa etária compreendida entre 55 e 57 anos. Ainda não foram informadas asa datas para quem tem entre 50 e 54 anos.

As datas diferem do calendário divulgado ontem pelo governo de São Paulo, uma vez que as cidades têm autonomia para adaptarem o cronograma. A cidade de São Paulo fez um escalonamento que entra em vigor hoje, apesar de o calendário estadual prever o início da vacinação de pessoas entre 50 e 59 anos para quarta-feira.

Ontem, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou novo calendário que prevê a aplicação da primeira dose da vacina em todos os adultos do estado até o dia 15 de setembro.

Variante indiana

Edson Aparecido ainda disse que a variante delta, identificada primeiramente na Índia, ainda não teve casos registrados em São Paulo. Sequenciamentos feitos pelos institutos Butantan, Adolfo Lutz e Medicina Tropical apontam que a variante gama (Manaus) corresponde a mais de 90% do total verificado entre os meses de abril e maio. Em março de 2021, o índice era de 79%.

"Há mais de 30 dias, todas às segundas-feiras, nós enviamos 250 amostras de testes covid positivo colhidos em toda a cidade. Na semana passada conclui-se o estudo de todos esses testes enviados a esses institutos e nós não temos nesse momento a circulação da variante indiana na cidade de São Paulo", destacou

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