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Técnico de enfermagem que dormia no terraço é 1º vacinado de Campina Grande

Para não infectar a mãe idosa no começo da pandemia, Joseildo Silva passou a dormir no terraço  - Junot Lacet Filho
Para não infectar a mãe idosa no começo da pandemia, Joseildo Silva passou a dormir no terraço Imagem: Junot Lacet Filho

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

19/01/2021 16h03

Em Campina Grande, cidade localizada no estado da Paraíba, o técnico de enfermagem Joseildo da Silva, de 33 anos, atuou em longos turnos para atender pacientes infectados pela covid-19.

Sua história ganhou destaque após ele contar, em maio, que dormia no terraço para evitar infectar a mãe idosa, já que a casa era pequena (hoje já passou por reforma com a ajuda de doações recebidas por vaquinha online) e não possuía muitos cômodos.

Nesta terça-feira, embora ainda faltem muitas etapas para que possamos considerar a pandemia controlada, Joseildo deu seu primeiro passo para retornar à vida normal. Ele foi escolhido pela prefeitura da cidade para ser o primeiro a receber a vacina CoronaVac, produzida pela empresa Sinovac e pelo Instituto Butantan — de acordo com nota emitida pela prefeitura, pela força do exemplo nos momentos iniciais da pandemia.

Joseildo - enfermeiro que dorme na varanda - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
À esquerda, Joseildo com sua mãe. Na foto ao lado, o terraço onde ele dormiu no início da pandemia
Imagem: Arquivo pessoal

"Ontem à noite não conseguia dormir de tanta ansiedade, fui descansar já era de manhã. Agora me sinto tranquilo, com a esperança que dias melhores virão. Tenho imensa gratidão aos cientistas brasileiros e chineses que trabalharam incansavelmente, batalhando para isso acontecer", afirma Joseildo.

O técnico de enfermagem conversou com VivaBem cerca de uma hora e meia após receber a primeira dose do imunizante e até o momento da entrevista, não sentia qualquer reação. Em 21 dias, ele receberá a segunda dose, e após cerca de quatro semanas ele poderá considerar-se completamente imunizado.

"Depois que passar esse período de adaptação do sistema imunológico, a primeira coisa que quero fazer é dar um abraço apertado e um cheiro na minha mãe. Faz quase um ano que não faço isso", conta.

Embora os riscos diminuam, vale lembrar que o abraço completamente seguro de forma "normal" (sem máscara ou outras proteções), só será possível quando a idosa também já estiver vacinada, já que mesmo após as duas doses Joseildo ainda pode pegar a covid-19 de forma leve e transmitir o vírus.

Após receber a vacina, o paraibano comemorou e assistiu colegas serem vacinados também. "Aceitei imediatamente o convite que a prefeitura me fez, por que quero mostrar às pessoas a vacina é segura, que os cientistas trabalharam dia e noite para criá-la e devolver nosso direito de viver normalmente."

CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan - Junot Lacet Filho - Junot Lacet Filho
CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan
Imagem: Junot Lacet Filho

Agora, Joseildo quer compartilhar com outros habitantes da cidade que a vacina é segura e eficaz. "Tudo que é novo amedronta, mas acredito que a partir de hoje as pessoas verão que é uma vacina como qualquer outra e que ela veio para o bem."

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