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Ex-BBB Aline: "Era falsa magra e não estava saudável"; entenda riscos

Aline Gotschalg revelou que tinha 27% de gordura corporal e estava com exames alterados - Reprodução/Instagram
Aline Gotschalg revelou que tinha 27% de gordura corporal e estava com exames alterados Imagem: Reprodução/Instagram

Priscila Carvalho

Do VivaBem, em São Paulo

11/02/2020 15h57

Em entrevista ao UOL no último sábado (8), Aline Gotschalg contou que as mudanças no seu corpo refletem um novo estilo de vida que ela passou a seguir nos últimos meses. Segundo a ex-BBB, tudo começou depois de realizar alguns exames e ver que não estava bem de saúde.

"Há cinco meses, eu só comia fast-food e estava supermal. Eu estava trabalhando muito. Estava cansada, sobrecarregada. Fiz exames de saúde e deram alterados. Não estava bem. Tudo depende de mim porque eu administro tudo", diz.

A influencer disse ainda que, mesmo sendo magra, tinha muita gordura no corpo. "Eu era falsa magra. Tudo é ângulo. Eu estava com 27% de gordura. Mas o meu corpo não me incomodava. O que me assustou, de fato, foram os exames", explica. "As pessoas relacionam a magreza a estar saudável. E nem sempre é isso. Hoje, estou saudável e feliz", ressalta.

Assim como Aline, muitas não sabem que mesmo aparentando ser magras podem ter um alto índice de gordura corporal —especialmente a visceral, a mais perigosa para a saúde. Esse tipo de gordura se acumula na região abdominal, entre órgãos importantes, como fígado, pâncreas e intestino, prejudicando seu funcionamento. O excesso de gordura visceral pode causar problemas de saúde tanto em pessoas que estão dentro do peso normal quanto em obesos.

"Diabetes tipo 2, pressão e colesterol altos, doenças cardiovasculares, apneia do sono e síndrome metabólica são só alguns problemas que o excesso desse tipo de gordura, localizada entre órgãos e vísceras, pode trazer", explica Paola Machado, colunista do VivaBem. Esses problemas ocorrem pois as células de gordura não são inertes. Elas geram inflamação no organismo, interferem na regulação de hormônios e na absorção de nutrientes, afetando a saúde.

Como saber se você tem muita gordura visceral?

Pegue uma fita métrica e passe ao redor da barriga, na altura do umbigo: homens com circunferência abdominal maior que 101,5 cm e mulheres com medida acima de 89 cm geralmente têm excesso de gordura abdominal, mesmo que o peso corporal e o IMC sejam considerados saudáveis, segundo o Journal Of The American Association. Entretanto, esse é um resultado subjetivo e é preciso fazer uma bioimpedância ou ressonância magnética para ter noção certeira da quantidade de massa gorda do corpo.

Como evitar o acúmulo de gordura visceral

Trace metas de emagrecimento

Experimente mudar o seu estilo de vida. Isso inclui alimentação e prática de exercícios físicos. Consuma mais alimentos naturais (carne, frango, peixe, ovos, verduras e legumes) e reduza o consumo de produtos industrializados e fast-food.

Pratique HIIT (High Intensity Interval Training)

Cientistas da Universidade Laval (Canadá) concluíram que pessoas que praticaram o treino intervalado de alta intensidade por 15 semanas perderam mais gordura corporal —e, consequentemente, a gordura visceral — do que o grupo que praticou um programa de exercícios de resistência (musculação) por 20 semanas.

Inclua cereais integrais na dieta

Nutricionistas da Universidade de Tufts (EUA) analisaram a dieta de 2.800 pessoas. Eles descobriram que os indivíduos que consumiam três ou mais porções de cereais integrais diariamente, como arroz e trigo, tinham 10% menos gordura visceral do que aqueles que comiam apenas grãos refinados.

Coma mais abacate

Embora seja uma fruta calórica, o alimento pode e deve fazer parte de uma alimentação saudável, inclusive de quem quer perder peso. O abacate é rico em gorduras boas que ajudam a diminuir a inflamação no organismo, fitoesterois e mais de 500 compostos fenólicos, substâncias químicas com ação antioxidante capazes de reduzir o colesterol e a gordura visceral.

Faça tratamento com laser

Uma análise feita por pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos, da USP (Universidade de São Paulo), detectou a redução no nível de esteatose hepática não alcoólica em um grupo de voluntários que fez uso de laser infravermelho no abdômen, nas coxas, no quadril e nos glúteos —associado à prática de exercícios físicos e à reeducação alimentar.

*Com informações de matéria publicada no dia 12/05/2019.