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40 coisas piores que o "exame de próstata" para se fazer após os 40 anos

Do VivaBem, em São Paulo

29/11/2019 04h00

Homem foge do médico e geralmente só vai ao consultório "obrigado", isso é fato. Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino procuram atendimento médico por influência da mulher ou de filhos —e mais da metade desses pacientes já chegam com problemas em estágio avançado. Entre as diversas doenças que deixam de ser diagnosticadas precocemente por causa dessa falta de autocuidado está o câncer de próstata.

Embora seja o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, por vergonha, medo, preconceito etc., muitos evitam conversar sobre os exames que detectam o tumor e temem a chegada dos 40 anos —data em que, na cultura popular, deve ser iniciada a realização do exame de toque retal. Para conscientizar de forma descontraída sobre a importância dos exames para diagnosticar o tumor, VivaBem criou a campanha "40 Coisas Piores que o Exame de Próstata Para Se Fazer Depois dos 40". Confira no vídeo acima e entenda, no texto abaixo, a importância do exame e quando fazê-lo.

Por que realizar o exame de toque

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), a chance de cura do câncer de próstata chega a ser de 90% quando o tumor é diagnosticado precocemente. Daí a importância de procurar um médico regularmente, principalmente após os 40 anos, e planejar junto com o especialista o início da realização de exames para detecção da doença.

No Brasil, nove em cada dez pacientes diagnosticados têm mais de 55 anos. Por isso, geralmente a recomendação é que se faça o exame de toque retal a partir dos 50 anos —ou um pouco antes em negros e indivíduos com parentes próximos que tiveram a doença mais jovens.

No entanto, devido à probabilidade de se descobrir tumores que não precisam ser tratados (por não evoluir de forma agressiva e não colocar a vida do indivíduo em risco), a solicitação dos exames deve partir do urologista em acordo com o paciente, e nunca de forma compulsória. Depois de uma primeira avaliação, define-se quando é recomendado iniciar e repetir os testes.

Como é o exame de toque retal

O exame de toque retal permite ao médico palpar a próstata e perceber se há caroços ou tecidos endurecidos - iStock
O exame de toque retal permite ao médico palpar a próstata e perceber se há caroços ou tecidos endurecidos
Imagem: iStock
Como a próstata fica em frente ao reto, o exame permite ao médico palpar a glândula e perceber se há nódulos (caroços) ou tecidos endurecidos (possível estágio inicial da doença).

O toque é feito com o dedo protegido por luva lubrificada. É rápido e indolor, apesar de alguns homens relatarem incômodo e terem enorme resistência em realizar o exame.

Fontes: Franz Campos, urologista do Inca (Instituto Nacional de Câncer); e Ricardo Favaretto (urologista do A.C. Camargo Center, consultados em reportagem de Tatiana Pronin publicada em 10/09/2018.

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