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Verônica Laino

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Está sofrendo com a pele oleosa? Evite estes alimentos

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Imagem: iStock
Verônica Laino

Verônica Laino é formada em nutrição pela USP (Universidade de São Paulo), pós-graduada em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional e coach de emagrecimento. Trabalhou em clínica particular por sete anos e hoje dedica seu tempo aos seus coachees e a? produc?a?o de conteu?do online, mi?dias sociais e eventos, como forma de alcanc?ar cada vez mais pessoas e ajuda?-las a levar uma vida pra?tica, sauda?vel, balanceada e gostosa.

Colunista do UOL

23/02/2021 04h00

A sua pele é mais para seca, mista ou oleosa? Muitas pessoas sofrem com a pele oleosa, que deixa aquele aspecto brilhante e ainda pode piorar muito a acne. Mas você sabia que além de seguir a sua rotina dermatológica é muito importante evitar alguns alimentos que aumentam a produção de gordura pela pele? Aquela frase: "Você é aquilo que você come" está muito ligada ao aspecto da pele também, não somente do tipo físico.

Obviamente, muitos alimentos não têm uma ligação direta do tipo: você o consome e em poucas horas sua pele fica mais oleosa. O problema ocorre em longo prazo e de forma sistêmica.

Uma alimentação rica em carboidratos refinados e de baixa densidade nutricional levam à hiperinsulinemia, o que acarreta o aumento de hormônios androgênicos, que por sua vez vão aumentar a produção sebácea. Ou seja, aquele pão branco que parece ser inofensivo pode ser a causa para sua pele oleosa. Por isso precisamos avaliar qual o volume de carboidrato refinado que está sendo consumido e como estão os níveis de insulina.

Pães doces - iStock - iStock
Imagem: iStock

Além disso, alimentos ricos em gorduras saturadas, como carnes, laticínios e frituras ativam uma via inflamatória que aumentam a produção de sebo. Claro que não precisamos excluir estes alimentos da nossa vida, porém o consumo diário, em todas as refeições agrava muito o problema.

Mude o cardápio

Se você sofre com a pele oleosa, comece a observar como está sua alimentação e pense em fazer algumas trocas. É importante avaliar o cardápio desde a hora que acorda até a hora que vai dormir.

Ao acordar, se você costuma comer pão francês com manteiga e toma café com leite adoçado com açúcar, opte por um pão 100% integral ou uma raiz cozida, como batata-doce, mandioca ou inhame. A manteiga pode ser substituída por azeite e uma pitada de sal ou ervas. O leite pode ser trocado por bebida vegetal, a de aveia deixa o café bem cremoso. Já o açúcar, que tal ir adaptando seu paladar e reduzi-lo aos poucos, até tirá-lo completamente de sua bebida?

Incluir canela em pó ou cacau em pó no pó de café antes de passar a água é uma ótima maneira de dar um sabor especial no café e isso diminui a necessidade de adoçá-lo. Claro que você não precisa fazer todas estas trocas ao mesmo tempo, escolha um alimento para substituir pela versão mais saudável e você já vai conseguir reduzir o impacto negativo da refeição.

Nos lanches intermediários, que tal trocar o biscoito, salgadinho ou barrinha de cereal por uma fruta? Além de não ter açúcar adicionado e gordura, a fruta vai fornecer vitaminas e minerais que vão ajudar no controle da produção sebácea.

No almoço e jantar vale a pena observar quantas vezes na semana aparece a carne vermelha e tentar substitui-la por peixes que contêm ômega 3, que é anti-inflamatório e ajuda a reduzir a oleosidade da pele. Aqui também vale a pena tentar aderir à "segunda sem carne", um projeto no qual você retira produtos de origem animal da refeição uma vez por semana. Isso faz com que você consiga melhorar a qualidade do seu sangue e consequentemente aumente a oxigenação da pele, deixando ela mais saudável e equilibrada, produzindo menos sebo.

Outra coisa que vale a pena observar é o consumo de carboidrato na refeição, vejo muita gente misturando vários tipos de carboidrato e, com isso, o volume de comida excede o indicado. Quando for comer, escolha se vai pegar arroz ou macarrão ou farofa, evite consumir suco durante a refeição —se estiver com sede, prefira a água. Se vai consumir uma fruta de sobremesa, não esqueça de reduzir o volume do carboidrato do prato, assim consegue balancear e evitar uma hiperglicemia.

Outro ponto importante é observar o consumo de doces e açúcares na dieta. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda um consumo máximo de 12 g de açúcares ao dia por pessoa (não mais do que 10% das calorias totais), porém os brasileiros consomem em média 150 g de açucares por dia, porém não percebem isso, já que esquecem de contabilizar o açúcar utilizado para fazer o pão, o biscoito, o bolo, a sobremesa, muitas vezes inclusive presentes em alimentos processados como ervilha enlatada, hambúrguer, iogurte etc. É importante se atentar a este açúcar que a indústria adiciona ao alimentos e não somente ao açúcar utilizado para adoçar o café, por exemplo.

Tente focar em uma alimentação saudável com base em vegetais folhosos, frutas in natura, legumes, grãos integrais, sementes e água. Reduza o consumo de gordura saturada e gordura trans, carboidrato refinado, laticínios e frituras.