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Adriana Miranda


Adriana Miranda

Como enfrentei e superei a chegada da menopausa

Adriana contou com alimentação, atividade física e momentos de lazer nessa fase - Arquivo pessoal
Adriana contou com alimentação, atividade física e momentos de lazer nessa fase Imagem: Arquivo pessoal
Adriana Miranda

Aos 62 anos, ela é palestrante e entusiasta da vida saudável e das atividades físicas. Procuradora aposentada do estado de São Paulo, está sempre em busca de segredos para ter mais disciplina, foco e determinação, para manter a saúde física e um estilo de vida leve e positivo.

Colunista do UOL

22/05/2019 04h00

Nunca imaginei que, me sentindo ainda tão jovem, tivesse que encarar tantas transformações em minha saúde física e também emocional com a chegada da menopausa. Só quem já chegou lá entende o que estou falando! É claro que os sintomas variam de mulher para mulher, bem como a intensidade deles. Existem até algumas felizardas que não sentem nada.

Realmente, a menopausa é um desafio muito grande. No meu caso, os primeiros sintomas foram os calores noturnos. Que sensação desagradável! Era um tal de colocar cobertor, tirar cobertor, acordar toda suada e depois sentir muito frio. Isso quando esses calores não aconteciam também durante o dia.

Mas, muitos outros sintomas também apareceram, como: insônia, depressão, falta de libido, sem falar no metabolismo que vai ficando cada vez mais lento e o esforço para não engordar que é imenso. Temos que comer muito menos e engordamos com muita facilidade. Que sufoco!

O emocional também fica muito abalado, principalmente, porque nós mulheres sentimos que já não podemos mais gerar outras vidas. É um turbilhão de emoções que temos que encarar, que se comparadas com as da TPM, essas ficam pequenas! Mas, acho que a pior de todas, é a sensação de que estamos ficando velhas. Isso é terrível, não é?! Ainda bem que, aos poucos vamos entendendo que não é bem assim.

É claro que o mais importante nesse momento é procurarmos um médico, mais especificamente, um ginecologista, que é quem vai nos orientar para fazermos todos os exames necessários para ver como estão nossos hormônios e, se possível, fazermos a devida reposição hormonal. Ela não é indicada para todas as mulheres, mas o especialista é quem vai dizer isso com base nos seus exames e histórico.

Como eu lidei com a menopausa

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
No meu caso, comecei logo a reposição hormonal. Demora um pouquinho para acertar o tipo e a quantidade de hormônio que a gente precisa. Varia muito de mulher pra mulher.

Mas, apesar da menopausa ter causado vários transtornos físicos e emocionais, hoje eu me sinto muito bem. Não tenho mais aqueles
sintomas que tinha no início, me sinto muito disposta e já não a encaro mais como o fim da minha juventude. Aliás, mulheres, não precisamos nos sentir velhas porque entramos na menopausa. É apenas outra fase da vida, com algumas mudanças e o que é mais importante: com muito mais experiência!

Já ouvi casos de mulheres que não podem fazer a reposição hormonal, mas sei que existem alternativas a serem usadas, que podem
ajudar muito a minimizar os sintomas.

Mas, é preciso ressaltar que uma série de atitudes que tomei também foram muito importantes para trazer bem estar nessa nova fase da minha vida: seguir uma alimentação saudável e balanceada fez toda a diferença, a prática de exercícios físicos também foi fundamental para melhorar os sintomas da menopausa. Ter uma vida social ativa, encontrar amigos, reunir a família, passear, viajar, tudo isso influiu muito na qualidade da minha vida nessa nova etapa.

Finalmente, ter atividades culturais, fazer cursos, ler, são atitudes que ajudaram a exercitar a minha memória, e também o meu raciocínio. Não podemos parar, temos que tomar cuidado para não nos isolar e entrar em depressão. Eu sempre procurei ter todas essas atitudes, principalmente depois da menopausa e tenho certeza que me ajudaram demais a passar por essa fase com tranquilidade e alegria!

De qualquer forma, o que podemos concluir de tudo isso é que a menopausa não é um bicho de sete cabeças. Podemos nos sentir superfemininas, jovens e bonitas nessa nova fase de nossas vidas.

É tudo uma questão de sabermos nos cuidar e acreditarmos que ainda podemos tudo. É só querer!

*Adriana Miranda (@adrianammiranda) é palestrante e, aos 63 anos, entusiasta da vida saudável e das atividades físicas. Está sempre em busca de segredos para ter mais disciplina, foco e determinação, para manter a saúde física e um estilo de vida leve e positivo.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL