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Adriana Miranda

Coronavírus: não existe essa de "não vai acontecer comigo"

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Adriana Miranda

Aos 62 anos, ela é palestrante e entusiasta da vida saudável e das atividades físicas. Procuradora aposentada do estado de São Paulo, está sempre em busca de segredos para ter mais disciplina, foco e determinação, para manter a saúde física e um estilo de vida leve e positivo.

Colunista do UOL

08/04/2020 04h00

Em tempos de pandemia de coronavírus, às vezes insistimos naquela velha mania de achar que nunca vai acontecer com a gente, não é mesmo? Confesso que eu, com 63 anos, e meu marido, com 64, mesmo fazendo parte do grupo de risco, acreditávamos que o vírus não tomaria essa proporção e que estávamos protegidos apenas aderindo às medidas preventivas de lavar bem as mãos e passar álcool em gel.

No entanto, fomos pegos de surpresa quando meu marido, há algumas semanas, começou a apresentar sintomas de tosse seca.

Por ele já ter problemas de imunidade baixa, não hesitamos em procurar um médico para fazer o teste da covid-19. Quando ele estava se sentindo mal, a quarentena ainda não havia sido anunciada e, felizmente, ainda era possível fazer o teste com mais facilidade. Como moramos juntos, aproveitei e fiz também, mesmo estando assintomática.

Somente após sete dias úteis, o resultado dele chegou e a resposta era a que mais temíamos: positivo!

O meu chegou dois dias depois, e eu já estava começando a me sentir bem mal, com muita dor de garganta, mas desde este dia, as coisas só pioraram para nós. O coronavírus nos pegou e não é brincadeira.

Hoje, escrevendo para vocês, já faz mais de 15 dias desde que o pesadelo começou. Os sete primeiros foram mesmo terríveis. Muita dor de garganta, tosse seca, febre, perda do paladar e do olfato e dores no corpo.

Passei dias sem conseguir sair da cama, sem vontade de me alimentar e me sentindo realmente muito fraca. Meu marido também, e por ele ter a imunidade baixa, para ele está sendo ainda mais difícil a recuperação. O único sintoma que não apresentamos foi a falta de ar.

Hoje posso afirmar que ninguém está isento de ser infectado. Mas, acredito que pelo fato de eu ter um estilo de vida saudável, com rotina regrada de exercícios e alimentação equilibrada, todos esses fatores tenham contribuído positivamente para a minha recuperação.

No meu caso, hoje posso dizer que me sinto um pouco melhor, sim. Ainda não consegui retomar a minha rotina de atividades, mas acredito que em breve poderei, aos poucos, voltar à rotina, mesmo ainda dentro de casa.

Confesso que fiquei, e ainda estou, muito assustada. Nessas horas vemos o quanto somos frágeis, e o quanto o coronavírus pode, sim, nos derrubar, de um dia para outro. É um vírus violento e realmente perigoso. Por isso, hoje vemos a importância das medidas preventivas e, principalmente, do isolamento social.

O coronavírus não é apenas um resfriadinho. Não mesmo! É uma doença séria, e que pode levar a morte! O papel de cada um de nós, neste momento, é respeitar as orientações, respeitar a nossa vida e, principalmente, a vida das outras pessoas. Se fizermos a nossa parte, estaremos evitando que o vírus se espalhe ainda mais e que muitas famílias não percam pessoas que tanto amam. Todo cuidado é pouco.

Meu desejo é apenas que essa pandemia tenha fim, o quanto antes! E que todos se conscientizem e sigam à risca as orientações: lavem bem as mãos, usem álcool em gel, tirem os sapatos antes de entrar em casa, evitem ao máximo sair de casa. Cuidem-se! Acredito que logo estarei recuperada!

Se quiserem saber mais sobre a minha (péssima) experiência com a covid-19, postei alguns relatos no meu Instagram.

*Adriana Miranda (@adrianammiranda) é palestrante e, aos 63 anos, entusiasta da vida saudável e das atividades físicas. Está sempre em busca de segredos para ter mais disciplina, foco e determinação, para manter a saúde física e um estilo de vida leve e positivo.