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Em parto raro, gêmeos nascem empelicados e mãe vai do susto à emoção

Os gêmeos Théo e Gael nasceram empelicados, um tipo raro de parto com incidência de um caso a cada 80 mil - Arquivo Pessoal/Juliana Pereira
Os gêmeos Théo e Gael nasceram empelicados, um tipo raro de parto com incidência de um caso a cada 80 mil Imagem: Arquivo Pessoal/Juliana Pereira

Filipe Andretta e Maurício Businari

Do UOL, em São Paulo, e colaboração para o UOL, em Santos

16/11/2021 13h02Atualizada em 17/11/2021 08h41

Moradora de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, Beatriz Santos diz que ficou surpresa na hora do parto dos filhos gêmeos Théo e Gael. Eles nasceram empelicados, um tipo raro de parto em que o bebê nasce dentro da bolsa amniótica.

Beatriz, que já é mãe de um menino de 8 anos, Lucas, deu à luz gêmeos no dia 31 de outubro, em um hospital em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Para aumentar ainda mais sua surpresa, os irmãos nasceram em bolsas amnióticas separadas e intactas.

Gael nasceu primeiro, às 13h32 e com 2,35 kg. Théo chegou 2 minutos depois, com 2,63 kg. As crianças nasceram saudáveis e já estão em casa, com a mãe. O parto foi uma cesariana programada.

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Os gêmeos Théo e Gael nasceram empelicados, um tipo raro de parto com incidência de um caso a cada 80 mil
Imagem: Arquivo Pessoal/Juliana Pereira

Beatriz disse que a chegada dos gêmeos foi "um susto". Ela não pensava que fosse engravidar. Há 2 anos, havia realizado uma abdominoplastia e, há 8 meses, uma redução dos seios. Quando soube que estava grávida, ela diz que "sentiu" que seriam gêmeos. Mas não imaginava que nasceriam dentro da bolsa. "Foi muito emocionante", afirmou.

O nascimento dos gêmeos foi registrado pela fotógrafa Juliana Pereira, que trabalha com fotografia de partos desde 2019. Ela contou que todos, tanto família quanto ela, estavam empolgados com o momento. "Eu estava muito concentrada, queria registrar o melhor clique".

A profissional conta que já havia registrado um parto de um bebê empelicado no ano passado. Mas que, desta vez, a cena foi bem diferente, por serem dois bebês.

"Fotografar partos é sempre muito emocionante, eu fiquei muito feliz", disse ela. "Por ser uma situação rara, ou seja, no caso um parto gemelar, foi ainda mais especial."

A ocorrência desse tipo de parto é considerada rara. Na literatura médica, a incidência é de um caso a cada 80 mil nascimentos, de acordo. Nesse tipo de parto, toda a placenta fica preservada com o bebê dentro, possibilitando a observação de seus movimentos e das atividades como se estivesse no útero — normalmente o rompimento da bolsa é o indicativo de que o parto está para ocorrer.