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Bantu knots: como fazer os coques que protegem e enfeitam o cabelo

A cantora Ludmilla com seus bantu knots, no clipe da música "Pra te Machucar" - Reprodução / Internet
A cantora Ludmilla com seus bantu knots, no clipe da música "Pra te Machucar" Imagem: Reprodução / Internet

Karina Hollo

Colaboração para Universa

17/07/2021 04h00

Os bantu knots não são apenas um penteado ou jeito de dispor pequenos coques por toda a cabeça. Eles carregam estética e valores ancestrais. O nome remonta ao tronco linguístico Banto, que deu origem a línguas e dialetos falados por mais de 400 grupos étnicos da África subsaariana. Entre as características comuns, está o uso da palavra "bantu" para se referir a "pessoas". O estilo ainda está presente há várias gerações de mulheres negras.

"Os coquinhos (como chamamos aqui em casa) são uma forma de deixar o cabelo protegido de ações do tempo, como sol e vento. Uso até mesmo enquanto faço tratamentos capilares ou para texturizar os fios, dando a ele novas formas ao soltá-los", diz Jacy Carvalho, afrohairstylist e empresária, do Rio de Janeiro.

Por muito tempo, ela conta, usou os coquinhos só dentro de casa. "Tinha certo receio de sair e ser criticada, sofrer bullying e racismo na escola. Mas, atualmente, tenho orgulho de mostrar minha origem com esse penteado lindíssimo", argumenta.

Como fazer os bantu knots

O hair stylist Ricardo Rodrigues, do Riro Salon, em São Paulo, concorda que esse torcidinho é muito fácil de fazer e confere resultado impactante. O primeiro passo, segundo ele, é higienizar bem os fios e o couro cabeludo. "Escolha xampu e condicionador bem hidratantes. Depois, aplique uma gota de óleo nos fios e, se quiser que o look dure, use gel, mousse ou gelatina, aplicando mecha a mecha para no formato, nos fios ainda úmidos", indica ele.

Jacy geralmente utiliza um palito ou pente para dividir as mechas. "Vale fazer isso em qualquer direção e aproveitar para criar desenhos com as divisões, a criatividade é sempre bem-vinda!", afirma. Não é preciso seguir riscas específicas. "A divisão em triângulos é mais difícil e elaborada. Em quadrados, já é mais comum", diz Ricardo.

O tamanho das mechas também varia de acordo com o seu gosto: se quiser coquinhos maiores e mais cheios, separe seções mais largas. Então, nos fios ligeiramente úmidos, aplique um gel, creme para pentear ou uma pomada (mais seca), para ajudar na pegada e fixação.

Alinhe os fios, torça-os sobre eles mesmos, sem fazer força para não machucar a raiz. Vale usar a fibra (a mesma usada nas tranças) encorpar os coques ou facilitar o manejo, caso seu cabelo seja curto. "Pego a mecha e vou torcendo até ela se enrolar nela mesma, formando uma espécie de espiral de cabelo. Faço até chegar nas pontas. Por fim, prendo com um elástico de silicone da minha cor preferida e estou prontíssima para exibir meu penteado divino", conta. Você pode também usar grampos para fixar, se quiser.

Otimize o penteado
O momento dos coquinhos é perfeito para aplicar uma boa camada de óleo e fazer umectação. Além de acabamento polido, garante nutrição para a hora de soltar os fios.

Higiene delicada
Na manhã do dia seguinte, você pode higienizar com dry xampu e depois passar o secador para tirar o pó branco. "Outra alternativa é usar um pincel", fala Ricardo. Se precisar, pode borrifar água e realinhar o fio. Mais uma opção? "A limpeza pode ser feita com um algodão embebido em vinagre orgânico de maçã para limpar o couro cabeludo aparente. Fique tranquila, pois o cheiro some em minutos", garante Wilson Eliodorio, cabeleireiro especializado em cacheados e crespos, de São Paulo.

Bela adormecida
Pode ser difícil dormir com os bantu knots, exceto se o travesseiro for bem fofo para não incomodar a cabeça ao se deitar. Vale também colocar uma touca de cetim para evitar o frizz.

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