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Mulher em cárcere privado consegue avisar irmã por telefone; ex é preso

Vítima passou um mês presa até conseguir contato com a família por telefone - Polícia Militar do MS/Divulgação
Vítima passou um mês presa até conseguir contato com a família por telefone Imagem: Polícia Militar do MS/Divulgação

Julia V. Kurtz

Colaboração para o UOL, em Passo Fundo (RS)

19/02/2021 17h26

Um homem foi preso suspeito de agredir, ameaçar e manter a ex-companheira em cárcere privado. A prisão ocorreu ontem, no bairro Nova Campo Grande, em Campo Grande (MS), e foi descoberto após a vítima conseguir avisar a irmã pelo celular.

A mulher, de 26 anos, estava presa em casa há mais de um mês, segundo o Boletim de Ocorrência. Ela era proibida de sair de casa, e o uso do celular era monitorado pelo suspeito, de 22.

De acordo com a polícia, ela sofreu uma nova agressão na quinta-feira (18), quando o ex-companheiro bateu sua cabeça no chão. Em seguida, em um momento de desatenção dele, a vítima aproveitou a oportunidade para pegar o celular e avisar a irmã, que por sua vez acionou a Polícia Militar.

Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a vítima com hematomas no couro cabeludo e o homem com arranhões pelo corpo.

Ele usava tornozeleira eletrônica por outros casos de violência doméstica e a vítima já possuía medida protetiva contra ele. Ele foi autuado em flagrante por lesão corporal dolosa, ameaça, sequestro e cárcere privado, violação de domicílio e descumprir medidas protetivas.

Como denunciar

Já sofreu uma agressão e quer denunciar? Registre um Boletim de Ocorrência por violência doméstica em qualquer delegacia. Se puder, procure uma delegacia da mulher, especializada neste tipo de caso.

Conhece uma mulher em situação de perigo? Ligue para 180. O canal do governo federal funciona 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados. A ligação é anônima e a central dá orientações jurídicas, psicológicas e encaminha o pedido de investigação a órgãos de defesa à mulher, como o Ministério Público.

Em casos de emergência, é possível telefonar para 190 e acionar a polícia.