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Jovem desaparecida é encontrada morta em terreno perto da casa do namorado

Jeniffer Capella do Amaral informou à família que iria dormir em casa de amiga - Acervo pessoal
Jeniffer Capella do Amaral informou à família que iria dormir em casa de amiga Imagem: Acervo pessoal

Marcela Lemos

Colaboração para Universa, no Rio de Janeiro

04/02/2021 18h52Atualizada em 04/02/2021 20h11

Jeniffer Capella do Amaral, 18, foi encontrada morta pela Polícia Civil na tarde desta quinta-feira em um terreno próximo à casa do seu namorado, na Baixada Fluminense. Ela estava desaparecida havia 15 dias. Segundo a família da vítima, o namorado confessou o feminicídio à polícia.

Jeniffer saiu de casa no último dia 21 em um carro de aplicativo. As investigações mostraram que a jovem tinha como destino a casa do namorado. Ela não fez mais contato com a família.

Segundo o padrasto da jovem, Jonas de Santana, o casal havia terminado o namoro no fim de 2018 e a família não sabia que eles tinham voltado a se encontrar.

"Ela tinha engravidado dele em 2018, mas ele não quis assumir o bebê, disse que era muito novo. Aí, eles terminaram, ela acabou perdendo o bebê. Até isso tudo acontecer, não tínhamos nada contra ele. Ficamos surpresos ao saber que ela tinha ido encontrá-lo", disse o padrasto a Universa. "Nem sonhava com isso. A polícia nos mostrou as conversas no Instagram deles dois. Não sabíamos que eles haviam voltado."

Jonas diz ainda que a polícia chegou até o namorado após identificar o motorista do aplicativo responsável pela corrida de Jeniffer. Durante as investigações, os parentes afirmaram que não havia motivo para Jennifer fugir ou desaparecer espontaneamente de casa.

"Nós desconfiamos que tinha algo de errado quando não conseguimos falar com ela. O telefone dava desligado. Fomos até a casa de uma amiga e ela disse que a Jeniffer não tinha ido para lá", disse o padrasto.

O caso ocorreu em Magé (RJ) e foi encaminhado para o núcleo de descobertas de paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Procurada, a Polícia Civil do Rio confirmou que o corpo foi localizado e disse que as investigações sobre o caso continuam em andamento.

A violência sexual contra a mulher no Brasil

No primeiro semestre de 2020, foram registrados 141 casos de estupro por dia no Brasil. Em todo ano de 2019, o número foi de 181 registros a cada dia, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 58% de todos os casos, a vítima tinha até 13 anos de idade, o que também caracteriza estupro de vulnerável, um outro tipo de violência sexual.

Como denunciar

Vítimas de violência sexual não precisam registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde, mas o exame de corpo de delito só pode ser realizado com o boletim de ocorrência em mãos. O exame pode apontar provas que auxiliem na acusação durante um processo judicial, e podem ser feitos a qualquer tempo depois do crime. Mas por se tratar de provas que podem desaparecer, caso seja feito, recomenda-se que seja o mais próximo possível da data do crime.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, é o melhor número para ligar e denunciar a agressão. Policiais militares em patrulhamento também podem ser acionados. O Ligue 180 também recebe denúncias, mas não casos em flagrante, de violência doméstica, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

Legalmente, vítimas de estupro podem buscar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para tomar medicação de prevenção de infecção sexualmente transmissível, ter atendimento psicológico e fazer interrupção da gestação legalmente. Na prática, nem todos os hospitais fazem o atendimento. Para aborto, confira neste site as unidades que realmente auxiliam as vítimas de estupro.