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Gosto de torturar sola dos pés, amarrar tornozelos e depois dar after care

Fetiche por pés estão entre as fantasias mais comuns - iStock
Fetiche por pés estão entre as fantasias mais comuns Imagem: iStock

de Universa

21/12/2020 04h00

A podolatria, que é o nome que se dá à atração sexual por pés, não só é normal como também é um dos fetiches (desejos pouco usuais) mais comuns. Segundo Ana Canosa, sexóloga e apresentadora do podcast Sexoterapia, 47% das pessoas que se consideram fetichistas têm os pés como objeto de desejo. "Existem algumas teorias para explicar de onde vêm essas preferências específicas. Entre elas, a de que é possível que elas surjam durante a nossa infância, quando associados, inconscientemente, uma situação de erotização a alguma parte do corpo", explica. Veja mais no vídeo abaixo.

Foi na infância que Vitório, 38, começou a desenvolver sua podolatria. "Curto pés desde crianças. Aos três anos, minha babá se distraiu, e eu mordi o pé dela. Quando mais velho, comecei a procurar mais sobre isso e conheci o mundo da podolatria", contou ao Sexoterapia. Vitório se define como um podólatra sádico. "Gosto de amarrar tornozelos, torturar solas dos pés, morder forte, e depois dar after care com massagens, lambidas e chupadas nos pés limpos e cheirosos", diz.

Submissão e dominação

Para o escritor Fabio Chap, criador e narrador do aplicativo Tela Preta, plataforma de áudios eróticos, essa mistura de dominação e submissão descrita por Vitório em relação à sua podolatria tem um paralelo com o cuckold, outro fetiche muito popular. "Em ambos existe certa inversão do papel de poder. Para o cara fantasiar com o pé da mulher, ele tem que estar aos pés dela. Para beijar, cuidar, ele tem que abaixar ajoelhar", conclui.

E não há problemas em se ter esses fetiches associados. "Só entendemos um fetiche como transtorno, quando essa prática traz sofrimento para o indivíduo ou para as pessoas que estão no seu entorno", diz Ana. "Quando o objeto do fetiche se torna o único meio de a pessoa sentir prazer sexual, daí sim é um problema", explica. Não é o caso de Vitório. Ele diz que durante muito tempo se achou maluco por curtir práticas incomuns, mas agora entendeu que está tudo bem. "Eu vejo as pessoas por inteiro, apenas presto uma atenção especial nessa parte do corpo", finaliza.

Para saber mais

  • Streaming: Tela Preta, primeira plataforma de áudios eróticos do Brasil (serviço por assinatura)
  • Livros: "Maldade Demais", Fábio Chap; "Fetiche, Moda, Sexo e Poder", Valerie Steele
  • Filme: Kiki, Paco León (2017)
  • Instagram: @fetiche.pes
  • Aplicativos: Ysos (para quem procura swing e ménage); FET (disponível para iOS, espécie de Tinder Fetichista); Kink'd (aplicativo fetichista voltado mais pra BDSM, disponível para Android e iOs)

Acompanhe o Sexoterapia

Fetiches é o tema do quadragésimo episódio do podcast Sexoterapia. A quinta temporada do programa é dedicada a refletir sobre dilemas masculinos. Nesse episódio, as apresentadoras Marina Bessa, jornalista, e Ana Canosa, sexóloga, recebem o escritor Fábio Chap.

Sexoterapia está disponível no UOL, no Youtube de Universa e em todas as plataformas de podcasts, como Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Castbox.

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