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Professora vence ação judicial após perder vaga por 'aperto de mão fraco'

Homem que conquistou o cargo não tem diploma nem experiência lecionando matemática - Getty Images
Homem que conquistou o cargo não tem diploma nem experiência lecionando matemática Imagem: Getty Images

Colaboração para Universa, em São Paulo

22/10/2020 12h22

Vanaja Greenwood pleiteava uma vaga de professora de matemática em um tradicional colégio da Inglaterra. Após ser preterida por um homem sem diploma na área, por conta dele ter "um aperto de mão firme e forte", ela ganhou uma ação na justiça contra a escola por discriminação sexual.

A professora, formada na matéria, já trabalhava com crianças na Pinewood School, na cidade de Bourton, e queria uma função em tempo integral para colocar o diploma em prática.

O jornal Daily Mail relatou que, durante a entrevista, o diretor do colégio, Phillip Hoyland, disse para a postulante ao cargo: "Nós sabemos que você seria uma excelente professora de matemática, então não há necessidade de discutirmos isso."

O cargo, no entanto, estava aberto pela saída de um professor que dava aulas de rúgbi e críquete, além de lecionar matemática. A professora disse que daria o seu melhor e tentaria ensinar Netball (um esporte parecido com basquete, mas sem contato físico) aos alunos.

Ao avaliar os entrevistados para a função, o diretor destacou que a professora Greenwood era "gentil". Mas, o parecer dado a Neil Crosley, o escolhido para o cargo, afirmava que ele tinha um "aperto de mão firme e forte, que inspirava confiança".

Depois do resultado, a professora Greenwood foi ver o diretor, que assumiu para ela que o problema não era saber ou não ensinar matemática, mas sim não ter um "caráter importante".

Ela disse que ele a fez se sentir "menosprezada e inadequada" e que ela "não era digna" de ter o emprego por não ser homem. Crosley, que ensinará matemática aos alunos, nunca deu aulas da matéria e trabalhava na área de esportes de um colégio, no Quênia.

Indignada com a maneira que a escolha de candidato foi conduzida, a professora entrou com uma ação, processando o colégio por discriminação e assédio.

O tribunal reconheceu as denúncias e deu ganho de causa para a professora preterida. Uma audiência ainda será marcada para determinar as indenizações cabíveis.

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