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Meghan Markle e Harry se unem a Malala pelo Dia Internacional da Menina

Meghan Markle e Harry em Londres, na Inglaterra - Daniel Leal-Olivas - WPA Pool/Getty Images
Meghan Markle e Harry em Londres, na Inglaterra Imagem: Daniel Leal-Olivas - WPA Pool/Getty Images

De Universa

11/10/2020 17h37

A ativista pela educação paquistanesa Malala Yousafzai se reuniu virtualmente neste domingo (11) com Meghan Markle e o príncipe Harry para celebrar o Dia Internacional da Menina. Os três participaram de uma live em que discutiram as diversas barreiras enfrentadas por 130 milhões de meninas em todo mundo que as impede de ir à escola.

Malala é uma referência no assunto pela sua militância em prol da educação das garotas. Aos 14 anos, ao exigir que seu direito de ir à escola fosse cumprido, sofreu um atentado e foi atingida por um tiro na cabeça. Seu trabalho foi reconhecido em todo o mundo e, em 2014, foi laureada com o Nobel da Paz. Em junho deste ano, ela se formou na faculdade de Filosofia, Política e Economia de Oxford.

Na conversa, Meghan pontuou a importância de garantir o direito de estudar das garotas. "Quando as meninas têm acesso à educação, todos ganham e todos têm sucesso. Isso apenas abre as portas para o sucesso da sociedade no mais alto nível", disse.

Ela também falou sobre como se faz necessário que mais mulheres ocupem os espaços de discussão e de tomada de decisões. "Percebi muito cedo que quando mulheres têm um assento à mesa, as conversas sobre política, legislação e dinâmicas da vida em comunidade mudam", acrescentou.

"E, normalmente, quando uma mulher está presente à mesa, ela defende uma família inteira, ao contrário de uma presença patriarcal. Como fazer para uma mulher abraçar sua voz? Tem que começar a fazer isso quando ela é menina."

Malala questionou Harry se, em sua opinião, melhorar a qualidade do ensino das meninas teria alguma relação com as mudanças climáticas. "A importância da educação das meninas para ajudar a adiar a mudança climática é crucial. Proporciona dinheiro, renda, o que as torna menos suscetíveis a desastres", opinou.

A ativista paquistanesa ainda disse que, neste momento, está trabalhando mais diretamente com oito países, por meio da Fundação Malala. Nesses lugares, dos quais faz parte o Brasil, ela considera que há uma verdadeira urgência, pois detectou o maior número de meninas fora da escola e a maior taxa de de desigualdade de gênero no quesito educação.

"Portanto, estamos trabalhando com ativistas e identificando os problemas que estão sendo enfrentados localmente, porque eles variam quando se trata de falta de acesso ao ensino", afirmou.

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