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Morre Helen Reddy, cantora do hino feminista 'I Am Woman', aos 78

24.05.2017 - Helen Reddy faz show em Los Angeles (EUA) - Allen Berezovsky/Getty Images
24.05.2017 - Helen Reddy faz show em Los Angeles (EUA) Imagem: Allen Berezovsky/Getty Images

De Universa, em São Paulo

30/09/2020 09h24

A cantora Helen Reddy, que se tornou um ícone feminista com o hit "I Am Woman", em 1972, morreu ontem aos 78 anos. A notícia foi confirmada pelos filhos da cantora, Traci e Jordan, sem revelar a causa da morte.

"Ela era uma mãe e avó maravilhosa, além de uma mulher realmente formidável. Nossos corações estão quebrados, mas nos confortamos em saber que sua voz vai viver para sempre", escreveram à Variety.

Lançada originalmente no álbum de estreia de Reddy, "I Don't Know How to Love Him" (1971), "I Am Woman" ganhou uma nova gravação no ano seguinte e foi parar no topo das paradas, empurrada pelo movimento feminista, que adotou a canção como um hino.

"Eu sou sábia/ Mas é sabedoria que nasceu da dor/ Sim, eu paguei o preço/ Mas olhe o quanto eu ganhei/ Se precisar, posso fazer qualquer coisa/ Sou forte/ Sou invencível/ Sou mulher", dizia o refrão da canção, escrita por Reddy e Ray Burton.

Em 1973, ao vencer o Grammy de melhor performance vocal feminina pop pelo hit, Reddy criou outro momento instantaneamente icônico ao agradecer "a Deus, porque Ela faz tudo ser possível".

Ela teve outros hits, como "Delta Dawn", "Angie Baby" e "Leave Me Alone (Ruby Red Dress)", e também se arriscou na atuação, em filmes como "Aeroporto 75" (1974) e "Meu Amigo o Dragão" (1977).

Entre 2002 e 2012, se aposentou dos palcos, explicando a decisão à CBS News: "Alguém me mostrou um livro escolar e, no capítulo sobre feminismo, minha foto estava impressa com a letra de 'I Am Woman'. Eu pensei: 'Já entrei para a história. Como posso superar isso?'".

Em 2019, foi lançado um filme biográfico de Reddy, intitulado "I Am Woman", que segue inédito no Brasil. A atriz australiana Tilda Cobham-Harvey interpreta a cantora no longa, dirigido por Unjoo Moon.

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