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Grávida, Sthefany Brito revela medo de parto normal; como baixar ansiedade?

Sthefany Brito está grávida do primeiro filho - Reprodução/Instagram
Sthefany Brito está grávida do primeiro filho Imagem: Reprodução/Instagram

De Universa

14/06/2020 11h17

Aos quatro meses de gestação, a atriz Sthefany Brito falou sobre perrengues e alegrias da gravidez em seu Instagram no sábado (13). Ela respondeu a perguntas dos seguidores e falou, entre outros assuntos, sobre o parto.

"Já tive muito medo de parto normal, passei a vida inteira falando que eu faria uma cesárea. Não é à toa que estou grávida agora, um pouco mais velha, mais madura. Estou lendo muito, me informando, e hoje quero muito um parto normal. Fico às vezes imaginando a situação. Mas mais do que isso, quero que seja feito o que for melhor para ele".

Como Sthefany, outras mulheres também relatam medo e ansiedade em relação ao parto, principalmente pela dificuldade em decidir o melhor em meio ao mar de informações sobre o tema. Como diminuir a ansiedade nesse momento tão importante na vida da mãe e do filho? Veja, abaixo, algumas orientações de especialistas.

Escolha um médico de confiança e filtre palpites alheios

A primeira orientação é decidir por um profissional que lhe passe segurança e conforto emocional, que ouça suas dúvidas e entenda sua afobação sem pressa. Com um bom acompanhamento, fica mais fácil se sentir segura com sua decisão, além de se blindar dos vários palpites vindos de outras pessoas — o que pode te deixar ainda mais ansiosa.

"Ninguém deve interferir na sua condução da gestação e do parto. Dividir experiências e se informar é muito bom para você elaborar vontades. No entanto, esses dados devem sempre ser averiguados por fontes seguras antes de serem aceitas por você", observa Alexandre Pupo Nogueira*, ginecologista, obstetra, mastologista e Membro Titular do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo (SP).

"Devemos lembrar que as experiências de vida são únicas. O que foi excelente para a colega de trabalho pode não ser para você. As pessoas querem que a gente viva a experiência que elas viveram e gostaram, porém esquecem dessa individualidade e geram conflito ao transmitir informações diferentes daquelas que o seu médico falou."

O mesmo vale para o que se lê na internet. "Infelizmente, a internet não faz análise crítica do que nela é colocado. Cabe a nós, ao ler uma notícia, buscar a fonte. Quando o assunto é saúde, elas devem se basear em artigos científicos de boa qualidade com metodologia aprovada em conselho editorial ou advinda de meios acadêmicos como faculdades de medicina, hospitais de referência, ministérios ou secretarias de saúde", diz o médico.

Grupos de apoio e terapia podem ajudar

Nos grupos, há profissionais capacitados para auxiliar as gestantes a passarem por essa fase com informação de qualidade e mais tranquilidade. "E você também vai ouvir experiências e trocar informações com mulheres que estão no mesmo momento, lembrando sempre de filtrar ou esclarecer dúvidas com seu médico", afirma a psicóloga Julia Bittencourt, especialista em psicologia perinatal e parentalidade.

Vários hospitais promovem esse tipo de iniciativa, na qual a gestante também fica sabendo tudo o que ela e a família terão de fazer, levar ou providenciar para o parto e as primeiras horas do recém-nascido.

Julia também sugere um acompanhamento com profissional da saúde mental. "O pré-natal com o obstetra é essencial para sua saúde e a do bebê. Porém, é muito importante também fazer um pré-natal psicológico, pois são muitas as mudanças na vida da mulher, do casal e da família. A terapia pode ajudar em todo esse processo, inclusive para amenizar o medo do parto e dar segurança para a futura mamãe", assegura Julia.

Com informações da matéria "8 dicas que ajudam a superar o medo do parto"

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