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Em lares negros, a conversa sobre racismo não acaba, diz Regina King

Regina King em cena de Watchmen - Reprodução
Regina King em cena de Watchmen Imagem: Reprodução

De Universa, em São Paulo

04/06/2020 14h12

A atriz Regina King disse, em entrevista ao apresentador Jimmy Kimmel, que, em lares com pessoas negras, as conversas sobre o assunto nunca termina.

"Eu acredito que, na maior parte dos lares negros, não acontece só uma conversa, ela é contínua e nunca termina", afirmou a vencedora do Óscar de melhor atriz coadjuvante em 2018, pelo papel em "Se a Rua Bieale Falasse".

"Você chega a um ponto, especialmente quando seus filhos estão em uma cidade em que eles são vistos como adultos, e a raiva que eles têm é... ela apenas cresce toda vez que algo assim acontece", contou.

Regina se refere ao episódio da morte de George Floyd — homem negro morto asfixiado após um policial branco pressionar o joelho em seu pescoço, em Minneapolis (EUA).

"Você tem que deixar claro para eles o que eles devem ou não fazer quando estão em um carro sozinhos e com maior probabilidade de ser parado apenas porque é um jovem negro", disse.

A estrela de "Watchmen", que tem um filho de 24 anos, relatou a Kimmel que contou a uma amiga branca sobre ensinar jovens negros a dirigir.

"E isso nunca ocorreu a ela, a realidade de que ela não precisa ter essa mesma conversa. Isso trouxe muitas coisas à tona para ela", contou.

Para Regina, eventos como a morte de George King só corroboram com a ideia de que a vida do jovem negro não é importante, uma vez que eles estejam fora de suas casas. "A conversa muda toda vez porque você tem que encontrar uma maneira de amparar os sentimentos deles e deixar claro que você está ouvindo, que você enfrenta o mesmo sentimento", confessou.

"Mas você não quer que eles façam nada que possa colocá-los em uma situação que pode impedi-los de voltar para casa, de falar com você novamente."

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