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Homem se masturba na frente de lutadora de MMA, que reage e o imobiliza

A lutadora de MMA Maria Ribeiro, a "Mulher Maravilha"  - Reprodução Instagram
A lutadora de MMA Maria Ribeiro, a "Mulher Maravilha" Imagem: Reprodução Instagram

Simone Machado

Colaboração para Universa

30/04/2020 04h00

A lutadora Maria Ribeiro, de 27 anos, incorporou no último domingo (26) o apelido "Mulher Maravilha", alcunha pela qual ela é conhecida no universo do MMA. Quando saía de casa para ir ao supermercado, em Sinop (MT), Maria reagiu ao assédio de um homem de 37 anos e o imobilizou.

De acordo com a lutadora, ela, a irmã e uma amiga estavam entrando no carro, que estava estacionado em frente à residência dela, quando o homem passou pelo trio em uma bicicleta. Ele parou, mostrou o órgão genital e começou a se masturbar em público. Indignada com a situação, Maria não se conteve: foi atrás do sujeito.

"Eu comecei a xingá-lo e ele saiu pedalando rápido a bicicleta. De carro, passamos a persegui-lo. Até que, quando ele entrou em uma determinada rua, eu desci do carro e corri atrás dele, o alcançando. Na hora eu estava tão nervosa que o agredi com tapas e o imobilizei pelo pescoço", conta a lutadora.

Lutadora de MM - Reprodução Instagram - Reprodução Instagram
Imagem: Reprodução Instagram

Segundo Maria, pessoas que estavam próximas a seguraram para que ela parasse de agredir o suspeito.

"Fiquei transtornada porque pensei nos meus sobrinhos pequenos que moram em casa. E se fosse com eles ou com alguma mulher que não sabe se defender? Eu só fui atrás dele porque esse tipo de situação sempre acontece com as mulheres, elas sempre são vítimas de pessoas assim. Eu não aceito esse tipo de situação", acrescenta Maria.

Suspeito detido e liberado

A Polícia Militar foi chamada, um boletim de ocorrência foi registrado e o homem foi detido.

Na segunda-feira, a lutadora conta que foi até a Delegacia da Mulher para dar andamento no caso. Porém, na delegacia, Maria ficou sabendo que o suspeito havia sido solto em menos de 24 horas do ocorrido.

"Isso revolta porque as nossas leis são muito brandas e não deixam esses caras na cadeia. Dá nojo desse tipo de gente, mas espero que ele tenha aprendido", diz Maria, que mora em Curitiba e é atleta da CM System Curitiba. Ela está passando alguns dias em sua cidade natal, Sinop, porque os treinos estão suspensos por causa da pandemia do novo coronavírus.

O que diz a polícia

A Polícia Civil afirma que a ocorrência, que foi registrada como ato obsceno, foi atendida pela Polícia Militar, no bairro Vitória Régia, em Sinop. Segundo as informações, o suspeito estava na rua quando retirou o pênis para fora da calça, gesticulou e mostrou para algumas pessoas, inclusive crianças que estavam no local.

Questionado ao ser levado à delegacia, o suspeito relatou que havia cometido um furto em um mercado e que escondeu um pedaço de carne dentro da sua calça. Segundo sua versão, ele tentava retirar o alimento das vestes quando mostrou o pênis. Feita a averiguação, nada foi encontrado.

O suspeito foi conduzido para a Central de Flagrantes, ouvido pelo delegado plantonista e assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo crime do artigo 233 do Código Penal, de ato obsceno, que prevê pena de três meses a um ano de detenção. Por ser um crime de pequeno potencial ofensivo, diz a polícia, o suspeito responde em liberdade.

Universa perguntou por que o crime não foi registrado como importunação sexual, com pena prevista de 1 a 5 anos de reclusão. Segundo a polícia, "na importunação ofensiva há uma vítima específica, enquanto no ato obsceno a conduta não é dirigida para alguém, mas em ambiente público. Na ocorrência em questão, o suspeito fez o gesto em via pública, em frente a algumas pessoas, porém não se direcionando a nenhuma delas especificamente."

Violência contra a mulher