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Mulheres acusam Prior de estupro e tentativa de estupro; veja repercussão

O ex-BBB e arquiteto Felipe Prior, que está sendo acusado por duas mulheres de estupro - Reprodução / Internet
O ex-BBB e arquiteto Felipe Prior, que está sendo acusado por duas mulheres de estupro Imagem: Reprodução / Internet

De Universa

03/04/2020 17h01Atualizada em 14/04/2020 09h27

Eliminado do BBB20 na terça-feira (31), o arquiteto Felipe Prior é acusado de estupro por duas mulheres e de tentativa de estupro por uma terceira, todas sob condição de anonimato. Os casos foram divulgados nesta sexta-feira pela revista "Marie Claire", que afirma ter tido acesso exclusivo ao documento que embasa o pedido de investigação e aos depoimentos. A reportagem de Universa confirmou as informações com a advogada das mulheres, Maira Pinheiro.

O documento foi protocolado como notícia crime no Departamento de Inquéritos do Fórum Central Criminal em 17 de março de 2020 pelas advogadas Maira Pinheiro e Juliana de Almeida Valente. O objetivo é que se abra uma investigação criminal pela polícia a partir dos relatos das mulheres.

O pai de Felipe Prior, Edmir Prior, falou com a revista Quem sobre as acusações contra o filho após a publicação da reportagem. "Não garanto nada quanto às acusações porque para nós familiares isso não diz nada. Nunca recebemos intimação ou manifestação legal alguma. Só vou poder falar quando ele receber a intimação."

Ele ainda afirmou que ficou sabendo das denúncias pela internet. "Desde que ele entrou no programa está sofrendo esse tipo de calúnia de pessoas querendo acabar com a imagem dele."

O que contam as mulheres

Segundo a reportagem, a primeira vítima contou ter sido estuprada por Prior em agosto de 2014, após uma festa da faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (Universidade de São Paulo). Naquela época, Prior era estudante de arquitetura na Universidade Presbiteriana Mackenzie. No final do evento, Prior ofereceu carona a ela e a estuprou no banco de trás, segundo relatos feitos à revista. Ela conta, ainda, que a violência provocou uma laceração no lábio vaginal esquerdo, o que causou sangramento e dor, e a levou a um pronto-socorro. Ao vê-la aos prantos, ele parou.

A segunda mulher relata ter conseguido se desvencilhar de uma tentativa de estupro em 2016, durante os jogos universitários. Ela, embriagada, foi levada até a barraca dele. Como não havia camisinha, ela se recusou a transar com ele, que tentou penetrá-la diversas vezes. Ao empurrá-lo com mais força, conseguiu sair da barraca.

O terceiro caso é de 2018, e teria acontecido também durante os jogos universitários. Felipe teria chamado uma mulher, hoje com 23 anos, para entrar em sua barraca. Os dois começaram a ter relação sexual consentida, mas ela pediu para parar quando ele começou a agir de maneira excessivamente violenta.

Ele, então, teria dado tapas em seu rosto e em seu corpo, a colocado de barriga para baixo e a estuprado. Ela só conseguiu sair da barraca, segundo seu depoimento, depois que Prior dormiu. Duas testemunhas confirmaram terem ouvido uma voz feminina de dentro da barraca dizendo: "Para, tá me machucando".

Proibido de ingressar nos jogos universitários

A comissão organizadora do InterFAU, jogos universitários das faculdades de arquitetura e urbanismo de São Paulo, durante o qual os três crimes teriam ocorrido, divulgou nesta sexta-feira uma nota confirmando que em outubro de 2018 "deliberou, de maneira permanente, que Felipe Antoniazzi Prior, ex-aluno da Universidade Presbiteriana Mackenzie, não poderia ingressar e tampouco participar de nenhuma de nossas atividades".

Em nota, o Mackenzie afirma que não aceita qualquer tipo de discriminação, preconceito e agressão.
"A Universidade Presbiteriana Mackenzie repudia violência de qualquer espécie, e vai seguir defendendo os seus princípios de respeito e amor ao próximo na formação ampla para a vida. A instituição preza pela convivência -- sempre respeitosa e necessária -- e não é alvo de qualquer tipo de denúncia desse tipo."

Repercussão nas redes sociais

Com os depoimentos apresentados na reportagem da Marie Claire, pessoas públicas e anônimas foram às redes sociais para falar sobre a conduta descritas pelas mulheres que se dizem vítimas de Prior. A hashtag "Prior estuprador" se tornou um dos temas mais falados no Twitter na tarde desta sexta-feira (3).

Na rede, a atriz Taís Araújo escreveu: "Que nenhuma violência contra a mulher seja tolerada e fique impune". Titi Muller comentou, em seu perfil, que não conseguiu terminar de ler a matéria. "Que horror". Já a atriz Patricia Pillar se manifestou de forma indignada a respeito do machismo que veio à tona com os casos. "É assustador o que está por trás da mentalidade machista criminosa desse tipo de gente!".

Até as 16h desta sexta-feira, o Instagram de Felipe, que conta com mais de 5,4 milhões de seguidores, não havia publicado nenhum posicionamento sobre o tema. Apesar disso, parte do público tem comentado na última foto do ex-BBB, pedindo explicações sobre a matéria da revista feminina.

Conta de Prior no Twitter se defendeu de denúncias no dia 29 de março

Desde que foi anunciado como participante do BBB20, Prior é alvo de acusações de assédio e abusos nas redes sociais. No domingo (29), após ser indicado para o paredão, a conta dele no Twitter se defendeu das denúncias. "Nós, da equipe jurídica do Prior, viemos por meio deste repudiar tais postagens e acusações, que não tem nenhum fundamento jurídico", afirma o comunicado. Leia abaixo:

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que escrito anteriormente, InterFAU são os jogos universitários de faculdades de arquitetura e urbanismo de São Paulo.

Violência contra a mulher