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Leticia Lima diz que cresceu se achando feia por causa da avó: "Um trauma"

Reprodução/ Instagram
Imagem: Reprodução/ Instagram

De Universa, em São Paulo

03/01/2020 15h17

A atriz Leticia Lima, que vive na pele de Estela na novela Amor de Mãe, da TV Globo, revelou que passou a infância inteira se achando feia após um "apelido" dado pela própria avó.

Em uma longa entrevista à revista Quem, Leticia disse que começou a mudar de ideia sobre si mesma durante a adolescência. "Cresci sendo a neta mais feia. São milhões de primos, e a minha avó, mãe do meu pai, dizia que eu era a neta mais feia. Ela falava quem era o mais isso, o mais aquilo, e eu era a mais feia. Só que o único [comentário] negativo era o meu. Na minha infância inteira, fui a neta mais feia. Aí, no colégio, eu sempre me achei muito feia. Só quando eu fiquei adolescente, comecei a achar que não era tão feia quanto pensava".

O caso é classificado até hoje pela atriz de 34 anos, que protagonizou uma sessão de fotos para a revista, como traumático.

"Foi um trauma. E aí a minha avó, quando eu tinha 16 anos, falou para mim: 'para a neta mais feia, você até que ficou bonita'. Foi um horror, mas, ao mesmo tempo, o 'até que ficou bonita' foi para mim um 'agora ela não pode mais me chamar de feia'. Um 'ela não acha mais isso, pelo menos'", disse a atriz e comediante.

A comédia, aliás, serviu de trampolim para a atriz chegar a atuar em uma novela global. Foi no Porta dos Fundos que ela tornou-se conhecida nacionalmente. Ao ser questionada se existe um preconceito contra as mulheres no humor, Leticia foi enfática:

"Não é o humor. É o mundo. O mundo é mais difícil para as mulheres em qualquer área. Não é uma característica só do humor. Mas estamos melhorando um pouco. Hoje o humor está bem para todo mundo".

Feminismo na arte e na vida

Em Amor de Mãe, Estela, personagem de Leticia, é uma piloto para lá de empoderada e feminista.

A atriz falou à Quem que sua vida imita a arte em vários aspectos, como "a independência, a liberdade, esse lado de dela ser feminista e ser uma mulher livre".

"Agora, ela não tem inteligência emocional alguma e isso foi o mais gostoso de fazer na preparação para a personagem. Tive sessões de terapia para entender essa questão das fragilidades emocionais", completou.