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Violência contra a mulher

Professora diz que foi estuprada dentro de escola municipal em São Paulo

Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Dama Entre os Rios Verdes, na zona leste de São Paulo - Reprodução/Google Maps
Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Dama Entre os Rios Verdes, na zona leste de São Paulo Imagem: Reprodução/Google Maps

Bruna Alves

Colaboração para Universa, em São Paulo

30/09/2019 19h29

Uma professora da rede municipal de ensino de São Paulo disse ter sido estuprada na manhã do último sábado (28) dentro do estacionamento da escola onde leciona, no Itaim Paulista, zona leste da capital.

A vítima tem quarenta anos e leciona no colégio há oito. Ela teve sua identidade preservada.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Dama Entre os Rios Verdes estava aberta no sábado para reposição de aulas. De acordo com a Polícia Civil, por volta das 10h30, a professora saiu da sala de aula e foi até o estacionamento para fumar um cigarro. Nesse momento, um homem armado teria invadido a escola supostamente para fazer um assalto, mas viu a mulher e decidiu estuprá-la.

Em entrevista à TV Globo, a vítima disse que foi obrigada a fazer sexo com o homem. "Ele puxou a calça: ou você faz o que eu quero ou levo você com o carro. Aí eu fiquei com medo dele, de me levar", disse.

Após o crime, o homem ainda teria ameaçado a vítima de morte, caso ela procurasse a polícia e relatasse o estupro. Apesar da ameaça, a professora registrou um boletim de ocorrência. Segundo o 67º Distrito Policial (DP), responsável pelas investigações, o suspeito ainda não foi identificado.

"Estamos em diligências e as equipes estão nas ruas pegando as imagens das câmeras de segurança dos locais próximos. A escola não tem um sistema de monitoramento externo, somente interno, mas não pega porque ele (o suspeito) não entrou dentro da escola, ele só ficou no pátio", explica o chefe dos investigadores, Cláudio Roberto.

A Polícia Civil informou, ainda, que a vítima foi nesta tarde à Delegacia De Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para fazer um retrato falado do suspeito que deverá ser divulgado.

"Nós já mostramos algumas fotos de alguns criminosos, mas ela está muito abalada e não está conseguindo reconhecer", disse Cláudio Roberto.

No início da tarde de hoje, um grupo de pessoas fez uma passeata próximo à escola, com cartazes e megafones pedindo justiça contra o abuso sexual sofrido pela professora e mais segurança dentro das escolas. A Polícia Militar não informou quantas pessoas participaram da manifestação.

Procurada pelo UOL, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado disse que não iria se manifestar a respeito do caso.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) lamentou o caso e disse que está apoiando a professora e colaborando com as investigações da polícia A pasta também informou que as aulas de hoje foram suspensas.

"Será realizada uma reunião entre os representantes da Secretaria Municipal de Educação, da Diretoria de Ensino São Miguel Paulista, do CONSEG, do SINPEEM, da Rede de Proteção à Mulher e da comunidade", disse o órgão em nota.

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