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Mulher com deficiência que inspirou o príncipe Harry vai escalar o Everest

Kristie Ennis - Arquivo pessoal
Kristie Ennis Imagem: Arquivo pessoal

da Universa, em São Paulo

18/03/2019 16h16

A americana Kristie Ennis, que conquistou o príncipe Harry após participar de uma caminhada de 1.600 km ao redor do Reino Unido em 2015, está planejando um novo desafio: se tornar a primeira mulher com amputação de perna a escalar o Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, localizada 8.848 metros acima do nível do mar.

Segundo a ex-fuzileira naval que se feriu em uma queda de helicóptero no Afeganistão em 2012, o príncipe é uma de suas inspirações para encarar a nova meta após sua subida ao Kilimanjaro, na África, em 2017.

Isto porque, em 2016, Kristie precisou passar por uma cirurgia de ampliação de sua amputação e Harry fez questão de manter o contato com ela, enviando flores e biscoitos, e também oferecendo apoio e incentivo frente à recuperação do procedimento. Ela contou à revista "People" que mantém o príncipe a par de seus progressos por meio de cartas.

"Ele é uma das poucas pessoas que usam seu espaço para fazer a diferença na vida de todos. Precisamos de alguém que nos incentive a seguir com as nossas vidas, lidando com nossas feridas como militares e como civis. Precisamos de alguém como ele, que faça o que o trabalho que ele faz de inspirar e motivar a ser mais, a não se acomodar e não permitir que sejamos definidos pelo nosso serviço militar", disse ela à publicação".

Kristie planeja chegar ao Nepal para iniciar sua escalada no fim de março.

"Quero redefinir o que significa ter uma deficiência. As pessoas dizem 'ela não tem a perna, isto é terrível'. Sim, é difícil, mas eu dito aquilo de que sou capaz. Quero encorajar outras pessoas a escreverem suas próprias definições e escolherem como vão viver suas vidas. Quando eu estava no hospital, eu não tinha um modelo em que me espelhar. Quero ser este modelo para outras pessoas, para mulheres jovens tentando aceitar suas diferenças, cicatrizes, ou seja lá o que for que exista em seu corpo", explicou a atleta.

Ela, que terá a companhia de seu parceiro de escalada Christopher Pollock, de guias e de um cinegrafista, espera que a escalada também possa levantar patrocínio e reconhecimento para sua fundação que financia projetos de educação e saúde ao ar livre.

Para a subida, Kristie levará duas próteses de joelho e três de pés diferentes, para apoiá-la melhor conforme as variações de terreno. "Todo mundo na montanha me chama de estranha, porque eu me movimento bem com a altitude. Tenho que escalar com pessoas que podem me acompanhar e tenho que escutar meu corpo. Quando minha perna está bem, estou em movimento. Eu não estou competindo com ninguém, apenas comigo mesma."

O maior receio que Kristie tem em um desafio como este não é a morte, apesar de o Everest ter uma taxa de mortalidade de 25%. "Fico morta de medo de congelar o meu membro residual, já que não tenho mais muita perna."

No entanto, ela diz que o esforço vale a pena porque, lá em cima, vê paisagens que não poderia ver em outro lugar do globo. "Coisas como estas me fazem sentir viva. Mesmo quando você está com dor ou não se sente bem, você sente coisas. Você está tão presente nestes momentos que é especial. Estou tentando fazer história e criar m precedente para outras. Espero que uma garota me veja e diga: 'eu posso fazer isso e posso ser melhor que a Kristie."

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