PUBLICIDADE

Topo

Recomenda

Dicas de filmes, séries, leituras, sons, espetáculos


Recomenda

Feriado vendo série? Feministas indicam 15 tramas de mulheres pra maratonar

Cena da série "Ela Quer Tudo" ("She"s Gotta Have It") - David Lee/Netflix
Cena da série "Ela Quer Tudo" ("She's Gotta Have It") Imagem: David Lee/Netflix

Geiza Martins

Colaboração para Universa

01/01/2019 04h00

Convidamos cinco mulheres para sugerir tramas que retratam o feminino na telinha. Valem desde estreias até séries que já contam com várias temporadas e ainda estão no ar. 

As feministas consultadas para a lista foram: Stephani Ribeiro, escritora e colunista da "Marie Claire"; Renata Corrêa, redatora do programa "Tá No Ar" e apresentadora do canal do Youtube "Como Não Ser Um Machista Babaca"; a artista plástica Andrea Tolaini, que explora temas da feminilidade em suas obras; a jornalista Carol Patrocínio, co-fundadora da plataforma Comum.VC; e a fotógrafa Mariana Ser, autora do projeto fotográfico "As Mulheres Que Eu Gostaria De Ser".

Confira as séries:

1) "Killing Eve" (1ª temporada)

Stephanie Ribeiro: "Estava numa onda de tramas investigativas e assisti 'Sherlock' e 'Hannibal'... Fiquei apaixonada por 'Hannibal', por isso comecei 'Killing Eve', que tem uma onda parecida. A série traz duas mulheres protagonistas. Eve (Sandra Oh, de "Grey's Anatomy") é agente do serviço secreto britânico e Villanelle (Jodie Commer), uma psicopata sanguinária. Elas possuem uma relação muito parecida com o que acontecia em 'Hannibal'".
Onde assistir? Produzida pela BBC, ainda não tem data de estreia em solo brasileiro.

2) "Dietland" (1ª temporada)

Renata Corrêa: "É uma série original da Amazon, que tem uma protagonista gorda chamada Plum (Ameixa). Logo nos primeiros segundos da série, ela fala o porquê desse apelido. A série é uma trajetória não só de autoaceitação, que é comum em protagonistas de minorias, mas também uma trajetória de entender que o problema não está no indivíduo, mas no sistema, em algo maior. É muito interessante nesse sentido. Um dos aspectos divertidos é que tem um grupo terrorista feminista chamado Jennifer, que persegue e mata abusadores e estupradores de mulheres. É uma catarse bem interessante".
Onde assistir? Amazon Prime.

3) "Crazy Ex-Girlfriend" (4ª temporada)

Carol Patrocínio: "É uma série sobre os limites que mulheres chegam porque acreditam que precisam do amor romântico. Ela começa falando daquelas coisas levinhas que todo mundo já fez -- tipo encontrar um crush 'sem querer' --, mas depois vai indo por caminhos que faz a gente notar que pode ser que a gente precise de ajuda. A terceira temporada é incrível". 
Onde assistir? Netflix, até a 3ª temporada. 

4) "The Handmaid's Tale - O Conto da Aia" (2ª temporada)

Mariana Ser: "Baseada no livro homônimo da escritora Margareth Atwood, a série que fez sucesso na estreia, em 2017, conseguiu ter uma continuação ainda mais forte que a 1ª temporada. Na história, religiosos fanáticos detêm o poder do país (a República de Gil, ex-EUA) e desenvolvem um sistema em que as mulheres não têm direito civil. As férteis são convertidas em aias e violentadas para engravidarem. A triste constatação em alguns momentos é compreender que não estamos tão distantes disso em nossas vidas cotidianas".
Onde assistir? Paramount Channel.

5) Wild Wild Country (Única temporada)

Andrea Tolani: "Gostei muito desta série documental por desmistificar o universo em torno do guia espiritual Osho. É superenvolvente, todas as cenas são reais e a narrativa, muito bem montada. É difícil não ficar extremamente impactada e envolvida. Principalmente para quem já leu ou de alguma forma seguiu os ensinamentos do Osho. Devorei a série em 3 dias. Para quem assistiu ou vai assistir: Eu sou mais a Sheela!"
Onde assistir? Netflix.

6) "Sharp Objects" (Única temporada)

Renata Corrêa: "É uma narrativa clássica de investigação, com serial killer, meninas mortas e a gente não acompanha o investigador. acompanhamos uma jornalista interpretada pela Amy Adams (Camille Preaker), que é uma mulher com alcoolismo, que sofreu um trauma no passado e tem um distúrbio psicológico que a faz se cortar, se mutilar, por isso o nome. O que me interessa nessa série, além do clima sombrio, é a relação entre a protagonista, a mãe da protagonista e a irmã mais nova da protagonista. E também a metáfora interessante e perturbadora de que as pessoas sabem os horrores que acontecem com as mulheres e só não querem falar sobre isso.  
Onde assistir? HBO.

7) "Grey's Anatomy" (14ª temporada)

Stephanie Ribeiro: "Eu vejo muito 'Grey's'. Acho que a série não envelhece e tem uma sacada incrível em mostrar personagens negros com naturalidade sem soar forçado. É a minha preferida, inclusive comprei o livro da Shonda Rhimes (criadora e produtora executiva) só porque amo a série"
Onde assistir? Netflix.

8) "Jessica Jones" (2ª temporada)

Mariana Ser: "A história vem dos quadrinhos da Marvel. Jessica (Krysten Ritter) é uma super heroína, geneticamente modificada. Na 1ª temporada, ela é influenciada mentalmente por seu inimigo, fazendo com que ela perca sua referência do que é real e do que é imaginário e cometa crimes. A série faz uma boa analogia aos relacionamentos abusivos. Na 2ª temporada, ela cava mais fundo em seu passado. Penso que seja para um público mais jovem, mas eu gosto e recomendo".
Onde assistir? Netflix.

9) "Insecure" (3ª temporada)

Carol Patrocínio: "É uma das minhas séries favoritas da vida! Fala sobre aquele momento em que você não sabe pra onde ir, o que fazer, que passo dar e morre de medo de se arrepender. E aí você quebra a cara, mas segue em frente porque é o que podemos fazer. Ela ainda fala sobre amizade entre mulheres, que é uma coisa que a gente, como sociedade, ainda tem muito que trabalhar, e sobre racismo. É cada tapa na cara..." 
Onde assistir? HBO.

10) "Dear White People" (2ª temporada)

Mariana Ser: "A trama acontece numa universidade nos EUA, onde a protagonista, Samantha White (Logan Browning) se posiciona contra o racismo e os preconceitos cotidianos. Ela resolve começar a falar tudo o que sente num programa de rádio. A série mostra também um núcleo de estudantes negros que se posiciona contra os estereótipos racistas impostos pelos alunos brancos. O olhar de uma protagonista negra me representa muito. Espero que existam mais séries assim".
Onde assistir? Netflix.

11) "Good Girls" (1ª temporada)

Renata Corrêa: "É uma série protagonizada por Christina Hendricks, Mae Whitman e Retta. Elas fazem esse trio de protagonistas que precisam de dinheiro, cada uma por um motivo, e resolvem assaltar um mercado em que uma delas trabalha. Só que a quantia roubada é muito maior do que teria no mercado, então elas descobrem que o lugar era usado como lavagem de dinheiro e acabam se envolvendo no mundo do crime. É uma espécie de 'Breaking Bad' às avessas. Muito divertido, com muita reviravolta e gancho no final do episódio. Quem aprecia narrativas de ação vai gostar muito dessa série. O aspecto feminino também é muito interessante porque, antes de entrarem para o mundo do crime, todas cumpriam papéis que eram estabelecidos para elas, como de esposas, mães, etc. No momento em que ficam no limite ético e criminoso, conseguimos ver seus verdadeiros talentos, motivações e o que as afogava dentro dos nossos papéis de gênero. E é muito divertida, dá pra ver numa sentada só". 
Onde assistir? Netflix.

12) "She's Gotta Have It / Ela Quer Tudo" (2ª temporada)

Mariana Ser: "Essa série maravilhosa veio de um filme dirigido por Spike Lee nos anos 80. Narra a história de Nola Darling, uma pintora e artista negra que conta suas peripécias de amor. Ela é adepta do amor livre e se relaciona com três homens ao mesmo tempo. Eles sabem disso e respeitam seu espaço, convivendo com a situação em harmonia. Trata da questão racial, de classe e a arte está sempre presente nos contextos apresentados. Essa é uma das minhas séries preferidas".
Onde assistir? Netflix.

13) "Glow" (2ª temporada)

Andrea Tolani: "É uma série leve que mistura drama e comédia. A protagonista (Ruth) é uma atriz desempregada, com dificuldades de relacionamento e questões de uma artista, autônoma, com seus 30 anos. Me identifiquei em vários momentos com a busca dela para superar as dificuldades, sendo mulher artista e toda atrapalhada. Me diverti demais com a Ruth e gostei das características de cada personagem da história. Principalmente, a maneira que, com suas diferenças, elas acabam se aceitando, apoiando umas as outras e se unindo por meio da Luta Livre". 
Onde assistir? Netflix

14) "Queer Eye" (2ª temporada)

Carol Patrocínio: "A série em formato de reality show que aborda uma transformação na vida das pessoas tem diversos pontos de atenção. Rola gordofobia e é bastante heteronormativa, apesar de gay. Porém faz com que a gente tenha um outro olhar sobre masculinidade, sobre as amarras que prendem os homens nesse ciclo tóxico e nos ajuda a olhar para tudo isso com mais generosidade". 
Onde assistir? Netflix

15) "Orange Is The New Black" (6ª temporada)

Mariana Ser: "Com humor e sensibilidade, a série conta a história do sistema carcerário feminino nos EUA, por meio do ponto de vista da protagonista patricinha, Piper. Ela é o modelo padrão socialmente aceitável e de repente precisa se adaptar a nova condição de vida. Já está na 6 temporada e as novidades não param de me surpreender".
Onde assistir? Netflix

Recomenda