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Primeiro vibrador: guia prático para escolher o seu brinquedo erótico

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Imagem: Getty Images

Bárbara Tavares

Do UOL, em São Paulo

09/08/2017 04h00

Antes considerados um tabu, os brinquedos eróticos estão cada vez mais presentes na vida sexual da mulher moderna. Além da diversão, os vibradores fazem bem para a saúde íntima: seu uso contínuo melhora a lubrificação, fortalece os músculos pélvicos, além, é claro, de permitir que as mulheres se conheçam melhor.

“Primeiro você tem que aprender a sentir prazer. Não é porque você usa o vibrador todos os dias que você não vai querer mais transar com seu par. Pelo contrário, ele é um gatilho para você querer mais sexo. Quanto mais orgasmos você tem, mais vontade tem de fazer sexo. Isso é natural”, diz Mirna Zelioli, sensual coach e gerente comercial da Lovetoys, boutique erótica em São Paulo.

Antes de comprar o primeiro vibrador, é preciso conhecer seu corpo. “Masturbação é saúde. Você precisa aceitar se tocar”, afirma Mirna. Sol Moraes, terapeuta tântrica do Conexão Tantra, aconselha começar com o contato das mãos para só depois introduzir o vibrador. "Minha dica é: descubra seus pontos de prazer, explore a vulva, grandes e pequenos lábios, canal vaginal, ponto G e clitóris com o aparelho. Somos diferentes e cada mulher sente prazer de forma diferente”.

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Em qual modelo investir

Escolher o primeiro vibrador pode ser uma tarefa difícil. Existem vários tipos, cores e formatos. “Você tem que ir a uma butique erótica para conhecer, se apaixonar. É legal conhecer o produto, pegar, sentir, ver o tamanho. Às vezes a gente vê um tamanho na internet, e quando chega em casa é muito pequeno ou muito grande”, defende Mirna Zelioli. Há também lojas que mandam consultoras à casa da cliente.

Palavra de expert? “O primeiro vibrador que eu indico é o que tenha dois motores individuais, um que vibre no canal da vagina e tenha o estímulo clitoriano simultâneo. A facilidade de chegar ao orgasmo é maior”, esclarece a coach, que também recomenda modelos recarregáveis.

O que cada um tem de melhor

Se você prefere a privacidade das compras on-line, deciframos aqui os principais modelos de vibradores do mercado e suas funcionalidades:

  • Rabbit: Ficou famoso depois do filme "De Pernas Pro Ar". Com estímulo clitoriano e penetrável e dois motores independentes, serve para estimular tanto a parte interna da vagina quanto a parte externa. É um dos mais procurados.
  • Bullet/Cápsulas vibratórias: Com ou sem controle remoto, são menores, mais discretos e o foco é o clitóris. Há também cápsulas com controle Wi-Fi. Dá para entregar na mão do parceiro sem medo de ser feliz.
  • Personal/Penetração: O mais clássico. Tem formato cilíndrico e vibra em todo interior do canal vaginal. É muito usado para praticar pompoarismo.
  • Formato U/Casal: Para usar em dupla! O formato de U é feito para uma ponta ser colocada na vagina, que vibra durante a penetração, enquanto a outra estimula o clitóris, o ponto G e o pênis. 
  • Anel peniano: Veste e estimula o pênis e a parte externa vibra no clitóris durante a penetração. Um plus é que retarda a ejaculação do homem. 

 

Para apimentar a relação

O vibrador é ótimo para dar um "up" na relação. “Ele não é só para o uso pessoal, mas também para ser usado com o parceiro ou parceira”, diz Mirna. Mas como entrar no assunto e sugerir? Para Sol Moraes, se houver intimidade o bastante entre vocês, seja franca e direta. "Se essa liberdade ainda não existe, pode dizer que leu em algum lugar [que tal mandar o link desta matéria?] e ficou com vontade de experimentar”.

“Comprei meu primeiro vibrador e não curti. Devo desistir?”

Nem pensar! "Deve mudar a forma de usá-lo. Toque todo o corpo com ele, sinta as reações, toque todo o genital, veja em quais partes o vibrador provoca mais prazer e entregue-se", indica Sol. "Passe-o no pescoço, nos seios, nas coxas. Isso vai te fazer ficar excitada e lubrificada. Se não ficou, tente um lubrificante", explica Mirna.

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