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Dança Materna integra mães e estimula amamentação; veja mais benefícios

A atividade pode ser iniciada após 30 dias para quem teve parto normal ou 45 dias para quem teve cesárea - Divulgação
A atividade pode ser iniciada após 30 dias para quem teve parto normal ou 45 dias para quem teve cesárea Imagem: Divulgação

Bárbara Therrie

Colaboração para o UOL

08/07/2017 04h00

Imagine uma aula de dança que pode ser feita entre a mãe e bebê pouco tempo depois do parto? Essa é a Dança Materna, atividade que pode ser praticada desde a gestação e até a criança completar três anos de idade.

“A Dança Materna favorece o vínculo entre mãe e filho e proporciona aos bebês um ambiente lúdico, onde ele poderá experimentar o próprio corpo e se desenvolver com segurança e liberdade”, afirma a bailarina Tatiana Tardioli, idealizadora do projeto criado em 2008 em São Paulo e que hoje é realizado em todo o Brasil e em Mendoza, na Argentina.

A seguir, conheça os benefícios das aulas no pós-parto:

Quando iniciar?

A atividade pode ser iniciada após 30 dias para quem teve parto normal ou 45 dias para quem teve cesárea -- o mesmo tempo vale para o recém-nascido. Com duração de uma hora e meia, a prática do exercício é recomendada uma vez por semana - e conforme liberação do obstetra.

Os ritmos das aulas variam do MPB, forró, valsa ao maracatu, entre outros. “A proposta da dança vai além da ideia de colocar a criança no sling e sair dançando, ela incentiva o conhecimento mútuo entre mãe e filho através do contato visual, do toque e do colo”, explica Ingrid Sierra, professora da Casita, espaço de convivência para mães e filhos no Grande ABC, em São Paulo.

Dança materna - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Dança aliada à amamentação

A amamentação é um processo que pode ser bastante delicado no período pós-parto, além disso a mulher costuma estar mais sensível nessa fase.

“Os hormônios têm uma queda com a saída da placenta, a mulher fica num estado emocional de tristeza, é um momento delicado para ela. Por isso que o processo de amamentar precisa ser estimulado”, afirma a ginecologista Desireé Encinas, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz.

“Ao fazer atividades físicas, a mulher naturalmente libera endorfina-- o hormônio da felicidade--, consequentemente ela se sente mais alegre e calma e isso incentiva a amamentação”, comenta Desireé.

A obstetriz Letícia Ventura do Grupo de Apoio a Maternidade Ativa (Gama) acrescenta que além da endorfina, a atividade física também libera a ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite materno.

O embalo do corpo da mãe durante a dança materna também favorece o ato de amamentar, conta a professora Ingrid: “Pela proximidade e pelo cheiro, os bebês procuram o peito para mamar, por instinto. A amamentação é super bem-vinda na aula, a mulher pode dar o leite a hora que quiser e até rola uma troca de experiências sobre o assunto entre as alunas”.

A intensa aproximação de mãe e filho durante a dança auxilia na diminuição do nível de estresse dos dois - Divulgação - Divulgação
A intensa aproximação de mãe e filho durante a dança auxilia na diminuição do nível de estresse dos dois
Imagem: Divulgação
Contato alivia as cólicas do bebê

Deu de mamar, remédio e ainda assim a cólica não parou? Ficar “grudadinho” com o pequeno pode ser mais útil para acabar com a dor do que muita gente imagina. Segundo a ginecologista Desireé, o contato físico ajuda a aumentar a temperatura corporal da criança que recebe o calor da mãe. “A proximidade dos dois na dança aquece a barriga do bebê, melhora a circulação sanguínea nessa área e auxilia no alívio das cólicas”, complementa. 

Durante a dança o toque é provocado através das brincadeiras, massagens e alguns movimentos aplicados na região do abdômen da criança, relata a professora Ingrid: “Esses movimentos ajudam na diminuição de cólicas e gases”.

Sono mais tranquilo

A intensa aproximação de mãe e filho durante a dança auxilia na diminuição do nível de estresse dos dois. “Com a mãe calma e o bebê mais relaxado, ele terá um sono mais tranquilo”, afirma Desireé.

Segundo Letícia, no dia em que o bebê participa da aula junto com a mamãe, ele terá aprendido diversas coisas e precisará descansar e dormir para que todo o aprendizado seja fixado na memória.

“É comum no final da aula os pequenos estarem dormindo, pois são envolvidos pelo balanço da mãe”, conta a professora Ingrid

Melhorar a postura

Reeducar o corpo e melhorar a postura também pode trazer benefícios para a mãe e o filho. Clarissa Marzinotto, fisioterapeuta obstétrica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explica que durante a gravidez, os músculos abdominais perdem força e isso pode perdurar no pós-parto. “Essa fraqueza gera dores cervicais, torácicas e, principalmente, lombares”, explica a especialista.

A dança contribui para que a mulher reestabeleça a postura, pois aumenta a força muscular e melhora a consciência corporal, inclusive na hora de carregar a criança.

Perda de peso

Assim como toda atividade aeróbica, a dança trabalha o sistema cardiorrespiratório e pode ajudar a mãe a voltar o peso anterior a gestação. O mais importante, no entanto, é a mulher respeitar o tempo do seu corpo e não estabelecer metas irreais. "A perda de peso irá variar de acordo com o corpo de cada mulher", explica Desireé Encinas, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz.

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