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Mayumi Sato

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Casal conta descobertas no meio liberal: 'Me descobri pansexual no swing'

O casal liberal Renato e Amanda melhorou a vida sexual depois de começar a frequentar casas de swing: "Gosto de viver a minha sexualidade com pessoas, independentemente do gênero", conta ela - Foto: Luiz Miranda
O casal liberal Renato e Amanda melhorou a vida sexual depois de começar a frequentar casas de swing: 'Gosto de viver a minha sexualidade com pessoas, independentemente do gênero', conta ela Imagem: Foto: Luiz Miranda
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Mayumi Sato Mayumi de Andrade e Silva Sato

Mayumi Sato é meio de exatas, meio de humanas. Pesquisadora e diretora de marketing do Sexlog quer ressignificar a relação das pessoas com o sexo e, para isso, acredita que é preciso colocar a mão na massa, o que inclui decodificar o comportamento humano. Ao longo dos anos, estudando e trabalhando com o mercado adulto, passou a fazer parte de uma rede de mulheres interessadas e ativistas no assunto, por isso sabe que não está "não estamos" só. Idealizadora do cínicas (www.cinicas.com.br) e feminista sex-positive.

Mayumi de Andrade e Silva Sato

Colunista de Universa

28/11/2021 04h00

A (re)descoberta da própria sexualidade pode acontecer das maneiras mais variadas. Há quem passe a entender mais sobre os seus desejos a partir dos vídeos eróticos, dos contos, do uso de vibradores e sextoys. E há também aqueles que passam a entender mais sobre seus desejos ao frequentar casas de swing e o meio liberal. É o caso da Amanda e o Renato.

Conheci a Amanda e o Renato por conta da 2ª Semana Liberal, um evento promovido pelo Sexlog com apoio do Ysos, criado para compartilhar histórias, experiências e dicas para quem quer reinventar uma relação ou se preparar para algo novo. Lá eles contam com detalhes histórias vividas no meio do swing, como foram "apadrinhados" por um casal conhecido no meio, Marina e Márcio, e como a experiência numa casa do ramo mudou a vida a dois para melhor!

Pedi para eles contarem aqui um pouco da história em primeira mão pra vocês. Tudo começou com uma conversa descompromissada. Renato relembra o começo da história:

"Um belo dia estávamos conversando sobre sexo e perguntei à Amanda o que de mais louco ela tinha feito. Ela respondeu com um sorrisinho sacana que tinha vivido uma experiência com uma amiga, mas algo rápido, e disse que gostaria de experimentar novamente. No final daquela semana fomos a uma casa de swing juntos pela primeira vez e a Amanda acabou sendo paquerada por uma mulher. Elas ficaram. Nessa experiência eu só acompanhei de longe."

'Somos um casal liberal, mas nosso relacionamento não é aberto. Tudo o que fazemos no meio liberal, fazemos juntos e nos consideramos monogâmicos' - Foto: Luiz Miranda - Foto: Luiz Miranda
'Somos um casal liberal, mas nosso relacionamento não é aberto. Tudo o que fazemos no meio liberal, fazemos juntos e nos consideramos monogâmicos'
Imagem: Foto: Luiz Miranda

Para Amanda, aquela experiência foi muito mais do que uma ficada. Foi um passo importante para descobertas mais profundas sobre sua sexualidade:

"Eu sempre tive dúvidas sobre a minha sexualidade. Me sentia frustrada porque meus desejos sempre foram muito intensos e, antes do meu relacionamento atual, não consegui vivê-los plenamente. Ir a uma casa de swing, ficar com mulheres, fez com que cada uma das minhas experiências fosse uma descoberta nova dentro de mim. Um tesão diferente, uma ideia diferente, um sexo diferente com pessoas diferentes. Eu achava que era bissexual, mas com o tempo entendi que sou pansexual. Gosto de viver a minha sexualidade com pessoas, independentemente do gênero. O que me atrai são um bom papo, um sex appeal e aquele tesão que fica no ar. Poder viver uma relação livre com o Renato me ajudou a fazer essas descobertas."

O casal conta que se considera um casal liberal, do swing, e monogâmico também. Amanda explica:

"Somos um casal liberal, mas nosso relacionamento não é aberto. Tudo o que fazemos no meio liberal, fazemos juntos e nos consideramos monogâmicos. Somos casados e não temos interesse de ter outras pessoas no nosso dia a dia. Isso não significa que não podemos transar com outras pessoas no swing."

Acolhimento

Sobre a decisão de falar abertamente sobre o tema, o casal conta que teve receio de encontrarem pessoas conhecidas nas baladas, mas com o tempo decidiram que era melhor abrir o jogo para as famílias e não ter que esconder nada de ninguém. Hoje, consideram importante levar conhecimento sobre o meio liberal para outras pessoas e usam suas redes sociais para isso.

Renato e Amanda reforçam que a experiência no meio liberal tem sido de muito acolhimento. Para eles, o meio do swing tem sido um ambiente para, além do sexo, fazer amigos para a vida toda.

Se você quiser saber mais e conhecer outras pessoas que desfrutam desse estilo de vida, inscreva-se na 2ª Semana Liberal. Ela acontece entre os dias 29/11 e 03/12 e é gratuita!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Mayumi Sato