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Qual o segredo da China para dominar produção de novos bitcoins?

Moedas com símbolo do bitcoin em cima de uma placa-mãe - Reprodução
Moedas com símbolo do bitcoin em cima de uma placa-mãe Imagem: Reprodução

14/12/2019 10h46

Sem tempo, irmão

  • Chineses são responsáveis por 66% do poder computacional por trás da rede do bitcoin
  • Essa capacidade de fazer cálculos complexos a responsável pelas transações com a moeda
  • Como recompensa, os chamados mineradores recebem novas criptomoedas
  • Devido a isso, boa parte das novos bitcoins só são liberados por ação da China

Você sabe de onde vêm os novos bitcoins que entram em circulação no mundo? Há uma boa chance de eles nascerem na China. Isso porque mineradores de bitcoin da China passaram a controlar dois terços do poder de processamento da rede da criptomoeda, aponta uma pesquisa divulgada nesta semana. O estudo mostra que houve um rápido crescimento dos chineses na participação da criação de novas criptomoedas.

Os mineradores de bitcoin na China controlam 66% do "hashrate" global, uma medida de poder de processamento dos computadores conectados à rede bitcoin e que mede a capacidade deles de produzir novas moedas digitais, segundo o levantamento da gestora de ativos digitais CoinShares. A empresa administra cerca de US$ 600 milhões em ativos digitais

A participação chinesa no hashrate global, que era de 60% em junho, é a maior já registrada pela CoinShares desde que começou a fazer o acompanhamento há quase dois anos. Os ganhos devem estar relacionados ao aumento da utilização de equipamentos mais avançados de mineração de bitcoin, disse Chris Bendkisen, diretor de pesquisas da CoinShares.

Companhias chinesas como Bitmain e MicroBT estão entre as maiores fabricantes de equipamentos para mineração de bitcoin. Uma outra, a Canaan, lançou um IPO de US$ 90 milhões em novembro, o que indica como investidores estão querendo aumentar sua presença no segmento.

Ao preço atual do bitcoin, de cerca de US$ 7,2 mil, mineradores produzem um volume de bitcoins avaliado em cerca de US$ 4,7 bilhões por ano.

Isso é benéfico para a indústria chinesa de mineração [de criptomoedas]. É bom se você é o primeiro a aumentar sua participação no hashrate e faz isso antes de seus competidores
Chris Bendkisen, diretor de pesquisas da CoinShares

A mineração de criptomoedas é um segmento opaco, pois há poucos dados confiáveis sobre a rede bitcoin ou a respeito dos mineradores da moeda.

Trabalho duro

Os mineradores de bitcoin montam grandes capacidades de processamento computacional para resolver complexas equações matemáticas. É a solução destas equações que permite transações com a criptomoeda e, como recompensa, produz novas moedas de bitcoins distribuídas aos mineradores.

Só que este trabalho está ficando cada vez mais duro. Quanto maior o hashrate, ou seja, o poder de processamento dos computadores conectados à rede bitcoin, mais energia é necessária para se gerar uma moeda.

Segundo a CoinShares, o hashrate da rede cresceu 80% desde junho. Isso ocorreu graças à forte lucratividade dos mineradores, o que atraiu novos entrantes, e às máquinas mais potentes implementadas, trazidas por eles.

Onde o bitcoin é produzido

As principais regiões de mineração de criptomoedas na China estão nas províncias de Yunnan e Sichuan. Esta última representa mais de metade do hashrate global. Outros centros importantes são Estados Unidos, Rússia e Cazaquistão.

A participação da China no hashrate não é garantida no futuro. Segundo a CoinShare, ela pode cair caso mais equipamentos chineses de próxima geração sejam adotados em outros mercados.

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