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Facebook e Instagram permitem temporariamente posts pedindo morte de Putin

O presidente Vladimir Putin disse nesta quinta-feira que as sanções impostas contra a Rússia afetarão o Ocidente, em preços maiores de comida e energia por exemplo, e Moscou resolverá seus problemas e emergirá mais forte - Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via Reuters
O presidente Vladimir Putin disse nesta quinta-feira que as sanções impostas contra a Rússia afetarão o Ocidente, em preços maiores de comida e energia por exemplo, e Moscou resolverá seus problemas e emergirá mais forte Imagem: Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via Reuters

Do UOL, em São Paulo

10/03/2022 21h19

A plataforma Meta, que controla o Facebook e o Instagram, permitirá temporariamente postagens incitando violência contra soldados russos e pedindo a morte do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em meio à invasão do país na Ucrânia. As informações são da agência Reuters.

A agência disse ter obtido acesso a e-mails internos da Meta anunciando mudanças de políticas, que a partir de agora permitirão também posts clamando pela morte do presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. O aval é para publicações sendo feitas com localização da Rússia, Ucrânia e Polônia.

"Como resultado da invasão russa na Ucrânia, fizemos provisões temporárias para formas de expressão política que normalmente violariam nossas regras com discursos violentos como 'morte para os invasores russos'. Ainda não permitiremos apelos confiáveis à violência contra civis russos", disse um porta-voz da Meta em declaração à Reuters.

Os posts pedindo a morte dos presidentes da Rússia e Belarus serão autorizados pela Meta desde que eles não contenham os chamados "indicadores de credibilidade", como localização dos alvos e método a ser utilizado.

Na semana passada, a Rússia disse que iria proibir o Facebook e o Twitter no país. Outras formas de mídia, como os jornais BBC, The New York Times e CNN, fecharam seus serviços na Rússia por enquanto, após o anúncio da adoção de uma lei no país que permite penas de prisão por divulgação de "informações enganosas sobre os militares".

Grandes empresas, como Coca-Cola, a Pepsi, o McDonald's, a Starbucks e a L'Oréal anunciaram, no início desta semana, a suspensão de suas atividades na Rússia por conta da guerra que o país trava com a Ucrânia.