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Mito ou verdade: o que afeta o roteador? Espelho, telefone ou micro-ondas?

O que realmente faz diferença no sinal do roteador? - Reprodução/UOL
O que realmente faz diferença no sinal do roteador? Imagem: Reprodução/UOL

De Tilt, em São Paulo

25/11/2021 15h38

Existem muitas histórias circulando na internet sobre roteadores. Algumas não possuem qualquer fundamento científico, mas outras, por mais esquisitas que pareçam, são reais. Por exemplo, você sabia que durante uma tempestade o roteador pode queimar mesmo que não esteja ligado na tomada? Ou que espelhos interferem na qualidade do wi-fi?

Reunimos abaixo as respostas para alguns mitos e verdades sobre o sinal da internet que você já deve ter ouvido por aí.

O roteador queima mesmo fora da tomada

Verdade. Cabos telefônicos ou de TV por assinatura são feitos de material condutor de eletricidade. Entre dezembro e março, há um aumento na incidência de raios que caem nas linhas de transmissão ou postes e isso pode queimar equipamentos ligados a esses cabos, mesmo que não estejam ligados na eletricidade. Esse problema não acontece com fibra ótica.

Telefones sem fio e o micro-ondas são os vilões

Verdade. Equipamentos que trabalham com ondas de rádio tendem a interferir no funcionamento do roteador. É o caso do telefone sem fio, que opera na mesma faixa de frequência das redes wireless 2.4Ghz. Nesta lista também podemos incluir o micro-ondas, as babás eletrônicas e os transmissores de TV.

Espelhos ajudam a espalhar o wi-fi

Falso. Os espelhos criam uma barreira chamada de reflexão. Eles não permitem que as ondas de frequência usadas pelos roteadores se propaguem, prejudicando a qualidade da taxa de transferência e o alcance da rede. Mas precisam ser muitos espelhos perto da fonte do sinal para ter alguma interferência negativa.

roteador latinha - Reprodução/Fórum News Inside - Reprodução/Fórum News Inside
Imagem: Reprodução/Fórum News Inside

Gambiarra com lata de alumínio funciona

Verdadeiro. Até funciona para ampliar um pouco o alcance, mas é uma tremenda gambiarra. Utilizar antenas homologadas pelos fabricantes para melhorar o acesso a redes sem fio é sempre a melhor opção.

Na década de 90, era comum as pessoas colocarem palha de aço na antena da TV para melhorar a recepção do sinal. O princípio é o mesmo e foi comprovado por pesquisadores da Universidade de Dartmouth.

A antena transmite sinal para todas as direções, então o alumínio cria um refletor. Mas é um "primo pobre" dos rebatedores.

Reiniciar o roteador resolve muitos problemas

Verdade. Muitos precisam ser desligados ou reinicializados. Todo equipamento eletroeletrônico sofre com variações elétricas. Os roteadores armazenam todas as informações de forma volátil (tudo fica em memória RAM). Alguns equipamentos não conseguem gerenciar todo o acesso ou sofrem com aquecimentos.

É bom atualizar o software do roteador

Verdade. Todo o roteador utiliza um sistema operacional, e falhas de segurança aparecem e melhorias são criadas constantemente. Por isso, sempre precisamos acessar o site do fabricante para verificar se existem atualizações de software. Mas isso não quer dizer que você precise trocar o aparelho de tempos em tempos. Os roteadores são padronizados pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), e as normas de rede wireless levam mais tempo para serem homologadas. Então, a substituição vai depender das tecnologias criadas pelos fabricantes.

5.0 Ghz é melhor que 2.4 Ghz

Falso. São funções diferentes. O 2.4 Ghz tem uma taxa de transferência de dados mais baixa, mas compensa com maior alcance, enquanto o 5.0 Ghz tem maior taxa de transferência, mas perde no alcance.

Ou seja, a melhor frequência para você pode não servir para o seu amigo. Tudo depende do tamanho do imóvel, das paredes e de todos os vetores de interferência.

O melhor lugar para deixar o roteador é no cantinho

Falso. É preciso analisar o ambiente antes de colocar o equipamento. Normalmente, a localização indicada em uma residência seria no centro da casa (no meio), para que as ondas se propagariam melhor. E quanto mais no alto, menos chance de encontrar interferências pelo caminho.

Fonte: Robson Silva Vaamonde, consultor de infraestrutura de redes de computadores e professor do Senac São Paulo e Daniel Nunes, professor mestre em telecomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel).