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Restaurante com nome de 'Lula Ladrão': entenda confusão que rolou no iFood

iFood teve nomes de restaurantes alterados - Marcelo Barbosa/Folhapress
iFood teve nomes de restaurantes alterados Imagem: Marcelo Barbosa/Folhapress

Abinoan Santiago

Colaboração para Tilt, em Florianópolis

03/11/2021 13h07

Quem decidiu pedir entrega de comida ontem usando o aplicativo do iFood notou algo estranho: a identificação dos estabelecimentos continha frases que nada tinham a ver com os nomes dos locais, como: "Lula Ladrão", "Marielle Franco Peneira", "Amo Trans" e "Vacina Mata".

Logo após internautas iniciarem os relatos nas redes sociais ontem (2), o assunto se tornou um dos mais comentados no Twitter e causou revolta de parte dos usuários. Alguns chegaram a sugerir desinstalar o aplicativo para proteger os dados pessoais, como números de cartões de créditos.

Apesar do medo legítimo, o iFood garante que não se tratou de um ataque hacker. O responsável pela ação foi um funcionário de uma empresa terceirizada que prestas serviços para a plataforma.

O que rolou?

De acordo com a empresa, a mudança de nome aconteceu em 6% do total de restaurantes cadastrados no sistema.

As alterações nos nomes dos restaurantes ocorreu de forma proposital, disse a companhia em comunicado, "por meio da conta de um funcionário de uma empresa prestadora de serviço de atendimento que tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma, e que o fez de forma indevida".

Após o caso ser detectado, esse acesso foi bloqueado e os nomes dos restaurantes passaram a ser restabelecidos ainda durante a noite de ontem.

Tilt entrou em contato com o iFood para saber se a empresa pretende denunciar o funcionário terceirizado, as motivações para ter alterado os nomes e se todas as identificações já foram restabelecidas. A reportagem aguarda o posicionamento da empresa.

E os meus dados?

Sobre o cartão de crédito cadastrado na plataforma, a empresa garante que "os meios de pagamento dos clientes estão seguros". O iFood afirmou que não armazena qualquer dado financeiro dos usuários em sua plataforma.

"Os dados de meios de pagamento não são armazenados nos bancos de dados do iFood, ficando gravados apenas nos dispositivos dos próprios usuários, não tendo havido comprometimento de dados de cartões de crédito", explicou a empresa.

Também não houve "qualquer indício de vazamento da base de dados pessoais de clientes ou entregadores cadastrados na plataforma".

Caso ocorreu após falha técnica e "treta" com podcaster

Na noite do último dia 30, uma falha técnica afetou a empresa e também virou motivo de reclamação.

Ao fazer um pedido, o sistema não enviada a confirmação das solicitações. Mesmo assim, a cobrança era feita.

Outra polêmica dos últimos dias envolvei o fim do patrocínio do iFood ao podcast "Flow Podcast".

Um dos apresentadores do programa, Monark, viralizou com postagens polêmicas ao questionar se ter uma opinião racista seria crime.

Depois da repercussão negativa, Monark tentou se defender ao dizer que as pessoas queriam "criminalizar o pensamento", o que fez o iFood cancelar a parceria.