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Fone Beats Studio é alternativa mais estilosa (e menos cara) a AirPods Pro

Beats Studio Buds - Divulgação
Beats Studio Buds Imagem: Divulgação

Letícia Naísa

De Tilt, em São Paulo

01/09/2021 04h00

O uso de fones de ouvido cresceu durante a pandemia. E virou moda famosos dando entrevistas por chamadas de vídeo usando os fones sem fio AirPods Pro, da Apple. O modelo chegou ao Brasil em 2019 com tecnologias interessantes, como o cancelamento de ruído externo. Porém, o seu preço ainda é alto: R$ 2.999 no site da empresa (R$ 2.699,10 à vista ou um pouco menos em lojas varejistas).

Caso você não queira ou não tenha grana para investir tanto, mas ainda deseja fones de ouvidos avançados, saiba que a Apple começou a vender recentemente uma alternativa mais estilosa e menos cara: o Beats Studio Buds. Disponível em três cores (preto, branco e vermelho), os fones prometem bateria que dura até 8 horas, cancelamento de ruído e resistência ao suor e à água por R$ 1.799.

O novo acessório faz parte da marca Beats by Dre, adquirida pela Apple em 2014. A Beats foi fundada em 2006 pelo rapper Dr. Dre e pelo produtor musical Jimmy Iovine.

Alô, testando...

Quando surgiram os fones intra-auriculares há alguns anos, não me adaptei. Mantive um bom e velho fone de qualquer marca e qualquer preço enroscado dentro da minha bolsa. Mais recentemente, caí nas graças de headphones (fones que ficam encaixados na cabeça e orelhas) mais confortáveis para trabalhar em casa. Lembro que na hora de comprar busquei apenas um modelo com conexão bluetooth (que permite o uso do fone sem fio) com base no custo-benefício.

Mas, ao testar os fones da Beats, me surpreendi mesmo com minha resistência a qualquer dispositivo enfiado no meu ouvido. Usar fones com tecnologia avançada e com boa qualidade de som deve mesmo ser um caminho sem volta (para quem pode e quer investir, claro). De repente, me vi dançando pela casa confortavelmente e rindo alto com um podcast de humor enquanto cozinhava.

Eles são leves (pesa 5 gramas) e extremamente confortáveis , tanto no encaixe no ouvido quanto no som emitido. Pude ouvir tudo de forma muito clara. A conexão bluetooth também não falhou mesmo com o celular um pouco mais afastado.

Como todos os modelos nessa linha de fones pequena e sem fio, Beats Studio Buds também vêm com uma caixinha que recarrega suas baterias por meio de um cabo USB-C. Enquanto estiverem dentro do estojo, ficam carregando.

O estojo faz até duas recargas completas dos fones, a bateria dele dura até 24 horas.

Beats Studio Buds - Letícia Naísa/UOL - Letícia Naísa/UOL
Beats Studio Buds
Imagem: Letícia Naísa/UOL
Beats Studio Buds - Letícia Naísa/UOL - Letícia Naísa/UOL
Beats Studio Buds
Imagem: Letícia Naísa/UOL

Por fora, o Buds Studio tem um botão (um em cada fone) que controla a reprodução das faixas sendo ouvidas. Um toque dá o play ou pausa, dois para avançar e três para voltar.

Mantendo o botão pressionado, uma das funções de cancelamento de ruído ou de som ambiente é ativada — funcionamento similar ao AirPods Pro.

"O que é meu é meu": uso com celular e notebook

Testei os fones também para fazer ligações pelo celular e pude ser bem ouvida graças aos microfones integrados. Para testar do outro lado da chamada, pedi ao meu namorado que me ligasse usando os Buds e também pude ouvi-lo tranquilamente. Essa parte do teste, no entanto, mostrou que nem todo relacionamento com a tecnologia é perfeito.

No sistema Android, o Buds Studio funciona por meio de um aplicativo. Caso outra pessoa queira usá-lo, ao contrário dos fones sem fio com conexão bluetooth comuns, é preciso instalar o app no outro telefone.

Eu tive que "esquecê-lo" do meu aparelho para que meu namorado pudesse usar os fones, ou seja, não é um dispositivo para ser dividido de forma prática, a não ser que todos tenham o aplicativo da Buds instalado para conectá-lo. É preciso investir um tempo na configuração se você usar diferentes celulares.

Aplicativo da Beats - Reprodução - Reprodução
Aplicativo da Beats
Imagem: Reprodução

Já a conexão com o notebook foi fácil, apenas busquei por ele e conectei, deu tudo certo. Só não encontrei possibilidade de ativar o cancelamento de ruído quando conectado ao computador.

Mas, voltando ao aplicativo no celular, é nele que você consegue controlar também as funções de cancelamento de ruído e de som ambiente. O fone faz um barulhinho cada vez que uma das funções é ativada. Também é possível ativá-las com um toque no botão externo — outra função muito bacana e bem pensada.

Me iludi com a bateria

Para um ouvido mais treinado do que o meu, é possível que as pessoas notem maiores diferenças na transmissão do som. Pessoalmente, não percebi quase nada de muito além, mas observei que, com o cancelamento de ruído, não ouvi absolutamente nada ao meu redor. Por exemplo, uma moto passando na rua.

Esta função, no entanto, come a bateria. Fui iludida pela promessa de 8 horas perfeitas com o Buds, mas não chegou a completar 5 horas de uso nessa brincadeira de alternar entre o modo ambiente e o modo cancelamento de ruído. Não que ela seja ruim, mas eu realmente imaginei que seria mais.

Na hora de carregar, mais uma desilusão: o cabo é extremamente curto e as duas saídas dele são USB-C, o que dificulta a recarga se você não tiver um adaptador adequado ou uma entrada dessas no computador.

Pode parecer engraçado para quem entende tudo de fones de ouvido e tecnologias avançadas, mas confesso que fiquei desapontada quando descobri, na apresentação dos fones à imprensa (e não na prática, ainda bem), que não poderia tomar banho usando os Buds Studio. Ele é à prova d'água, pero no mucho, não tente pular na piscina, entrar no mar ou mesmo no chuveiro com um desses, no máximo, dá para praticar atividade física que te faça suar ou tomar uma chuvinha.

Fora estes pequenos detalhes, saí da experiência surpresa com a qualidade e conforto do fone intra-auricular. O Beats Studio Buds mudou minha relação com dispositivos desse tipo — e agora quero pesquisar mais outros modelos também para chamar de meu algum dia.

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*O UOL pode receber uma parcela das vendas pelo link recomendado neste conteúdo. Preço e oferta da loja não influenciam os critérios de escolha editorial.