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É mais seguro fazer transações financeiras no wi-fi ou nas redes 3G ou 4G?

Você já parou para pensar se está seguro ao fazer transações com o celular? - Getty Images/iStockphoto
Você já parou para pensar se está seguro ao fazer transações com o celular? Imagem: Getty Images/iStockphoto

Gabriel Francisco Ribeiro

De Tilt, em São Paulo

26/08/2021 09h00

Ninguém aguenta fila de banco e muitos já se renderam às facilidades dos aplicativos, que permitem resolver boa parte das transações financeiras pelo celular. Mas você já parou para pensar se essas movimentações são seguras? Se você estiver usando as redes de dados das operadoras, a resposta é: mais seguras que as redes wi-fi.

É bom lembrar que nunca estamos totalmente seguros e sempre há uma troca de dados entre o seu celular e a rede em que você está conectado. Ou seja: suas informações, senhas e afins passam por um sistema que pode ser difícil ou não de ser invadido.

Especialistas ouvidos por Tilt explicaram que, embora sejam consideradas seguras, as redes de dados das operadoras podem ter vulnerabilidades. Mas golpes por este caminho são custosos e exigem muito trabalho do criminoso, por isso não acontecem com muita frequência.

Como pode ser o ataque

Para atacar alguém conectado a uma rede 4G ou 3G uma alternativa é comprometer o provedor que fornece a internet móvel —ou seja, invadir uma rede gigante que certamente conta com muitas barreiras de segurança. Outro caminho seria gerar um sinal falso perto do alvo, usando uma simulação de antena, o que é algo muito caro e raro de ser feito por criminosos.

O celular, por padrão, vai se comunicar com a torre falsa, porque o sinal seria mais forte. O criminoso envia sinal de internet e de celular para que você acredite que está tudo normal, mas ele pode capturar chamadas, SMS e pode, em algum nível, mexer em sua navegação na internet
Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky

"Em algum nível" porque as comunicações por meio da rede 3G são criptografadas. As redes 4G, embora parcialmente criptografadas, são mais modernas. Então, o cibercriminoso provavelmente forçaria uma conexão na rede 2G, mais antiga, explica Emilio Simoni, gerente de segurança da PSafe.

"Não é fácil de invadir, mas existe equipamento", ressalta.

Os golpes deste tipo são raros, portanto prefira as redes móveis na hora das transações financeiras. As redes wi-fi, principalmente as públicas, são alvos mais fáceis para ataques, de acordo com os especialistas.

Use aplicativos para ficar mais seguro

Uma dica dos profissionais que entendem de segurança digital é sempre usar os aplicativos oficiais dos bancos, porque eles possuem mais proteção contra golpes. No site, é mais fácil o criminoso te direcionar para páginas falsas.

"Quando você abre o aplicativo do banco, aparece um certificado digital, que se conecta com o servidor do banco. Se os dois batem, estou no servidor correto. Se os dados não batem, é porque houve algum direcionamento na conexão e o aplicativo não se conecta. Entre usar o navegador do celular e o app, é muito mais seguro usar o aplicativo", explicou Assolini.

Mas, é claro, nem esses aplicativos estão livres de golpes. O mais comum, que cresce a cada dia no Brasil, é a instalação de vírus e trojans capazes de roubar dados do usuário ou instalar um aplicativo falso do banco.

Uma outra dica fundamental para aumentar a proteção é: mantenha o sistema operacional dos seus dispositivos e aplicativos instalados neles sempre atualizados. As empresas frequentemente enviam atualizações para corrigir falhas de segurança.