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O que é mini-LED? Veja como funciona tecnologia que poderá estar no iPad

Pixabay
Imagem: Pixabay

Aurélio Araújo

Colaboração para Tilt

13/04/2021 15h29

A Apple deve anunciar o lançamento do seu novo iPad só no próximo dia 20 de abril. Mas já se sabe que os aparelhos são os primeiros da marca a contar com telas mini-LED, uma nova tecnologia que quer competir diretamente com as telas Oled.

Até hoje, os visores dos iPads contavam apenas com tecnologia LED. Por isso, o anúncio é uma boa notícia para os amantes dos tablets da Apple.

Ficou perdido nessa sopa de letrinhas? Nesse texto, Tilt te explica:

  • O que são telas mini-LED;
  • Qual a diferença entre mini-LED, LED e LCD;
  • As vantagens da mini-LED sobre as telas OLED.

LED, a evolução do LCD

Antes de explicar o que é LED e mini-LED, é preciso relembrar do que são feitas as telas de LCD, sigla em inglês para "Tela de Cristal Líquido".

Essas telas são compostas por um painel de cristais líquidos no meio de dois filtros polarizadores, como um "sanduíche". Essas peças só permitem a passagem de ondas de luz com uma polarização específica, bloqueando as demais.

Como o "recheio" de cristais líquidos não emite luz própria, atrás desse "sanduíche" fica uma peça chamada backlight, que fica ligada em tempo integral emitindo luz para que as imagens sejam produzidas na tela.

Ao passar pelo painel e pelos filtros, essa luz segue para um filtro de cores, formando assim as imagens coloridas, com os diferentes tipos de contrastes que vemos por meio do visor.

As telas de LED têm uma lógica semelhante às de LCD, com a diferença de que usam diodos emissores de luz para produzir imagens.

No geral, os diodos são componentes eletrônicos capazes de transmitir energia em um único fluxo. Nas telas de LED, quando a energia passa pelo diodo, ele emite luz. Podemos compará-lo a uma lâmpada de tamanho muito menor.

As telas de LED são telas de LCD que usam várias dessas microlâmpadas como backlight para iluminar e, assim, produzir imagens. Essa forma de iluminação melhora cores, brilho e contraste.

Atualmente, as telas de LED são as mais populares tanto em tablets quanto em smartphones, TVs e computadores, pois gastam menos energia que outros painéis de cristal líquido.

E a mini-LED?

No caso da tela mini-LED, como o nome já indica, ela possui diodos emissores de luz muito menores do que os usados nas telas de LED. Para se ter uma ideia, um mini-LED precisa ter menos de 0,2 milímetros de diâmetro.

A diferença para uma LCD e LED tradicional está no fato de que, em vez de usar uma única backlight, a tela mini-LED tem milhares de backlights a mais, resultando numa iluminação localizada mais precisa, o que melhora o contraste.

Como isso se traduz visualmente?

Vamos pensar num exemplo: imagine uma cena com vários tons de preto. Hoje, uma tela que usa LEDs normais para iluminar o painel vai mostrar esses tons mais desbotados, já que é mais difícil controlar o escurecimento.

No caso dos mini-LEDs, como eles são muitos e estão mais espalhados, é mais fácil diminuir o brilho de áreas específicas do painel, resultando num preto mais profundo. Por isso, a iluminação dessa nova tela é mais precisa.

Quais as vantagens do mini-LED sobre o Oled?

Atualmente, as telas de LED têm qualidade de imagem inferior às que utilizam a tecnologia Oled. A diferença entre elas é que a Oled utiliza diodos orgânicos emissores de luz. Isso significa que eles têm um filme orgânico que emite luz em resposta a uma corrente elétrica.

Esses diodos são capazes de emitir luz por conta própria, dispensando a backlight. Ou seja, nas Oleds, os pixels (diodos) do visor se acendem um a um quando os impulsos elétricos os estimulam.

O ponto forte da Oled é o contraste, no qual a cor preta é realmente preta, por exemplo, em vez de ter essa aparência mais desbotada típica do LED.

As telas mini-LED conseguiram alcançar um nível próximo de contraste, mas têm um design menos complexo, resultando em custos menores. É um caminho para que elas consigam competir com o Oled, ainda considerado bastante caro.

As mini-LEDs chegaram no início do ano ao mercado de TVs, por meio da linha QNED da LG, e especulava-se que podiam aparecer em breve em laptops e tablets. Foi o que aconteceu com esse novo lançamento da Apple.