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Caso Mil Grau: Gamers se mobilizam contra canal acusado de racismo

Canal usa personagem do jogo Battletoads como símbolo - Reprodução
Canal usa personagem do jogo Battletoads como símbolo Imagem: Reprodução

Bruno Izidro

Do START

04/06/2020 20h37Atualizada em 05/06/2020 11h36

Após a Xbox Brasil se pronunciar contra o canal Xbox Mil Grau, personalidades de games e eSports agora se mobilizaram nas redes sociais para que o YouTube tome uma atitude contra o grupo.

Os integrantes do canal são acusados de cometer crimes de racismo, que pode dar até quatro anos de prisão, e discursos de ódio em suas transmissões de jogos.

O grupo, notório por ataques misóginos, homofóbicos e transfóbicos, já foi banido da plataforma Twitch após uma mobilização esta semana. Porém, o canal no YouTube, com mais de 170 mil assinantes, permanece ativo. Quase todos os vídeos do canal foram tirados do ar ou deixados privados.

A principal voz a frente do movimento, que levanta a hashtag #YouTubeApoiaRacista, é Ricardo Regis, membro do canal Nautilus, também no YouTube.

Em várias postagens, ele e outros perfis denunciam, em clipes e trechos de vídeos, os integrantes do Xbox Mil Grau com falas ao nazismo e insultando mulheres e pessoas trans.

O assunto foi comentado por outros YouTubers e personalidades dos games, como Jovem Nerd, BRKsEdu, a comentarista de eSports Letícia Motta e desenvolvedores de jogos como Tiani Pixel. Todos apoiando a causa.

Já os integrantes do Xbox Mil Grau lançaram um comunicado, afirmando que não cometeram racismo em suas transmissões.

O START foi atrás do porta-voz do YouTube, que se manifestou sobre o caso.

"O YouTube repudia veementemente todas as formas de preconceito. Trabalhamos constantemente para elaborar e agir de acordo com nossas políticas, dando aos usuários os recursos necessários para sinalizarem conteúdos que julguem violar essas regras. Por esse sistema, tomamos conhecimento do conteúdo do Canal XBOX Mil Grau, que teve conteúdos removidos por violação de nossas diretrizes e ação do YouTube conforme nossas políticas de avisos".

Na última postagem da conta da empresa no Twitter, em 31 de maio, há uma mensagem contra o racismo, parte do movimento #VidasNegrasImportam.

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