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Caso George Floyd: cenário de eSports se manifesta contra o racismo

Post da equipe paiN Gaming trouxe foto com a mensagem "Eu não consigo respirar"  - Reprodução/Twitter/paiN Gaming
Post da equipe paiN Gaming trouxe foto com a mensagem "Eu não consigo respirar" Imagem: Reprodução/Twitter/paiN Gaming

Gabriel Oliveira

Colaboração para o START

01/06/2020 14h30

Jogadores profissionais e clubes de eSports do Brasil e do exterior têm se manifestado nas redes sociais contra o racismo, no movimento #VidasNegrasImportam, após o assassinato do ex-segurança negro George Floyd, de 46 anos, pelo policial branco Derek Chauvin, em Minneapolis, nos Estados Unidos.

O START mostra a seguir as principais repercussões, incluindo times e jogadores de Counter-Strike, League of Legends e outras modalidades.

O caso aconteceu em 25 de maio: em uma abordagem, Chauvin usou o joelho para pressionar o pescoço de Floyd, mesmo com o homem dominado e algemado de bruços no chão. O ex-segurança reclamou que não estava conseguindo respirar. Mas o policial ignorou as falas dele e de testemunhas. Outros três agentes que também participaram da abordagem nada fizeram para impedir a asfixia da vítima.

Vídeos mostrando a abordagem que levou à morte de Floyd causaram indignação e suscitaram uma série de protestos que, nesse domingo (31), entraram no sexto dia, em mais de 70 cidades dos Estados Unidos. Houve atos em outros países.

O movimento #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam, em português) ressurgiu, com manifestações contra o preconceito racial e a violência policial.

Primeiras manifestações

A FURIA Esports tornou-se a primeira equipe do Brasil a aderir ao movimento ao publicar uma mensagem no Twitter, dois dias depois da morte de George Floyd. A FURIA é uma organização brasileira, mas que também tem atuação nos Estados Unidos.

Muitos internautas elogiaram a iniciativa do clube brasileiro, mas outros observaram ainda que a hashtag utilizada na publicação era #AllLivesMatter (Todas as Vidas Importam, no português), o que enfraqueceria o movimento negro. Houve ainda quem observasse que assassinatos de pessoas negras por policiais ocorrem há tempos no Brasil, sem manifestações de apoio das personalidades dos eSports.

Inspirada pela FURIA, a paiN Gaming também se posicionou cobrando justiça para o caso George Floyd e, em um tuíte posterior, complementou que o pedido valia para "todas as vítimas diárias do racismo em nosso país".

A PRG Esports publicou que deveria ter se posicionado há muito tempo ao relembrar nomes de negros vitimados pela violência, como o do menino João Pedro, de 14 anos, atingido por tiros dentro de casa durante operação das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), em 18 de maio.

Publicações de outros clubes e empresas

Outros clubes de eSports e empresas deste mercado, como a Riot Games Brasil e a Twitch, também se manifestaram em apoio ao movimento antirracista, principalmente nesse domingo.

Manifestações de jogadores

Cyber-atletas, técnicos e membros da administração de equipes brasileiras de eSports, streamers e casters também se manifestaram com publicações contra o racismo. Houve postagens de participantes dos cenários competitivos das mais diversas modalidades.

Pressão e polêmica

Diante da pressão da comunidade para que personalidades dos eSports se pronunciem contra o racismo, houve polêmica com o streamer Rafael "Rakin" Knittel.

Ele escreveu, em resposta a um seguidor no Twitter, que, se quisessem "posicionamento político", que procurassem youtuber disso. "Aqui é joguinho e refúgio mental de gente mente fechada como você".

Criticado, Rakin disse em outra publicação que não era obrigado a se posicionar sobre nada. "Eu sou um streamer de jogos online apenas".

Depois, diante da repercussão negativa que inclusive o fez perder seguidores na rede social, o influenciador apagou o tuíte e alegou que havia entendido errado as cobranças, pensando se tratar de pedidos de manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro. Nesse domingo, houve atos pró-democracia e em oposição ao chefe do Executivo Federal.

"Eu sou pró-vida, sou anti racismo, anti fascismo, anti qualquer coisa que tire o direito dos humanos ou ataque as pessoas por algo que elas não têm controle sobre. Peço desculpas de verdade por ser isento sobre esses tópicos na maioria das vezes", justificou-se Rakin, complementando que passarias uns dias sem se manifestar no Twitter e buscaria aprendizado para "melhorar como pessoa". "Me desculpem de verdade por não falar sobre tudo que está acontecendo no mundo".

Divulgação

O streamer Alexandre "Gaules" Borba, conhecido no cenário de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), tomou uma ação prática. Ele anunciou que, diariamente durante o mês de junho, irá divulgar lives de criadores de conteúdo negros, além de fazer doações.

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