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Ricardo Feltrin

A Fazenda "rejuvenesce" público e atrai classes AB para a Record

Adriane Galisteu apresenta "A Fazenda 13" - Reprodução / Internet
Adriane Galisteu apresenta "A Fazenda 13" Imagem: Reprodução / Internet
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

17/09/2021 05h04

Muita gente pode ter uma ideia errônea de reality shows como "A Fazenda", cuja 13ª edição a Record estreou esta semana.

O fato: muita gente acredita que esse tipo de programa é "brega" e que atrai um público menos qualificado (ou telespectadores das classes mais pobres).

Bem, um estudo interno recente da Record mostra que é totalmente o oposto disso. A coluna teve acesso a ele.

Público mais jovem

Em primeiro lugar, a faixa etária: "A Fazenda" simplesmente "rejuvenesce" o público da emissora.

Enquanto a grade da Record como um todo tem apenas 46% de público com até 49 anos, o reality de confinamento tem 64% de público nessa faixa etária.

Da mesma forma "A Fazenda" tem 79% de público até 59 anos, enquanto a programação média tem 63%.

Público mais "rico"

O outro recorte do estudo é o de classe social:

No reality pelo menos 24% do público são pessoas das classes AB, enquanto que a Record como um todo só tem 17% dessas classes.

Ampliando o espectro, 82% de seus telespectadores são das classes ABC, contra 77% da Record, em média.

Por fim, "A Fazenda" tem 57% de público da classe C, mas o restante da programação atrai um pouco mais dessa classe menos favorecida: 60%.

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