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Tudo o que sabemos sobre o acidente que matou Marília Mendonça há um mês

Marília Mendonça posa para clique com produção impecável e fãs elogiam - Reprodução/Instagram
Marília Mendonça posa para clique com produção impecável e fãs elogiam Imagem: Reprodução/Instagram

De Splash, em São Paulo

05/12/2021 04h00Atualizada em 05/12/2021 13h06

Um mês atrás, Marília Mendonça morreu aos 26 anos num acidente de avião em Minas Gerais. Também estavam na aeronave o tio e o produtor da cantora, assim como o piloto e o copiloto — todos morreram no local.

As investigações sobre o caso ainda estão em aberto: a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) ainda precisa ser ouvida pela polícia, que trabalha com a hipótese de que uma colisão com linhas de distribuição causou a queda do avião. Além disso, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção e Acidentes Aeronáuticos) também não terminou a avaliação dos destroços da aeronave. Confira o que se sabe até agora:

A viagem

Marília Mendonça estava indo de Goiânia (GO) para um show em Caratinga (MG). Ela contratou a companhia de táxi aéreo PEC Aviação para fazer o translado, e levou dois membros de sua equipe: Abicieli Silveira Dias Filho, seu tio e assessor, e Henrique Ribeiro, seu produtor. O restante da equipe fez o caminho de ônibus.

No avião, ela postou um vídeo brincando com a culinária típica de Minas Gerais:

A investigação

Os destroços do avião foram recolhidos nos dias seguintes ao acidente e enviados ao Rio de Janeiro, onde estão à disposição da equipe do Seripa (Serviço Regional de Investigação de Acidentes Aeronáuticos), órgão vinculado ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção e Acidentes Aeronáuticos) que investiga o caso.

Avião que caiu com Marília Mendonça e equipe é retirado de cachoeira em MG - Divulgação/Fervel Auto Socorro - Divulgação/Fervel Auto Socorro
Destroços do avião e motores foram enviados ao Rio de Janeiro e Goiás para perícia
Imagem: Divulgação/Fervel Auto Socorro

O dois motores foram levados para uma empresa de serviços aeronáuticos em Goiânia onde passaram por outra perícia. Um piloto que estava na mesma área de voo afirmou em entrevista ao jornal "O Globo" que o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior comunicou o início do pouso duas vezes.

O piloto, que não quis se identificar, disse também que isso não é uma anormalidade: "Os pilotos podem prolongar um pouco o tempo do pouso".

A Polícia Civil ainda não concluiu as investigações, mas os primeiros laudos atestam que os pilotos não tiveram problemas de saúde no dia do acidente e que a aeronave não foi alvejada por arma de fogo. O laudo aponta que as cinco vítimas não morreram durante a queda, mas com o impacto no chão, sofrendo politraumatismo.

Uma das linhas de investigação é se a queda da aeronave aconteceu ao atingir um cabo de distribuição de energia próximo ao local do pouso, conforme informado pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) — um cabo chegou a ser encontrado enrolado em uma das hélices.

"Não podemos afirmar que de fato o acidente teria acontecido dessa forma, mas os relatos de pessoas que residem na localidade dizem isso", ressaltou o capitão Jefferson Luiz Ribeiro, da PM do estado mineiro, em entrevista ao UOL News.

Segundo a Cemig, 33 mil pessoas ficaram sem energia elétrica após o acidente. Vitória Medeiros, filha do piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior, estuda processar a companhia de energia pela falta de sinalização na torre de distribuição com que a aeronave se chocou.

Ao UOL, o advogado que representa a jovem, Sérgio Alonso, informou que, apesar de a torre não estar dentro da zona de proteção — o que implicaria em uma sinalização obrigatória — ela ainda estava localizada em uma área de perigo.

Na última terça-feira (30), a Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado Federal aprovou, de forma definitiva, o PL (projeto de lei) 4.009/2021 que exige que as empresas de energia elétrica sinalizem todas as linhas de transmissão de energia elétrica — e não somente aquelas dentro da zona de proteção. O PL foi chamado de "Lei Marília Mendonça" em homenagem à cantora e agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

A polícia também trabalha com a hipótese de falha nos motores, mas a investigação depende da avaliação do Cenipa — que não tem prazo determinado.

"Há uma segunda linha de que pode ter sido algum problema com os motores que causou essa altitude baixa da aeronave, provocando a colisão, mas aí a gente aguarda os laudos do Seripa 03 [órgão do Cenipa], para ver, com a conclusão, se vai ser possível afirmar que esses motores não apresentaram nenhum tipo de defeito", explicou Ivan Lopes Sales, delegado regional de Polícia Civil da cidade mineira.