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Brasileira do Big Brother Itália teve infância difícil e mãe ausente

Dayane Mello, modelo brasileira que está no Big Brother Itália, o 'Gran Fratello Vip'
Dayane Mello, modelo brasileira que está no Big Brother Itália, o 'Gran Fratello Vip'
Reprodução/Instagram

Renata Nogueira

De Splash, em São Paulo

14/01/2021 12h00

O "BBB" nem começou, mas a versão italiana está mobilizando os aficionados por reality show. A brasileira Dayane Mello está no "Gran Fratello Vip", o Big Brother da Itália, e, desde que os brasileiros descobriram que a modelo vem sendo alvo de discriminação na casa e pelo público, não descansaram.

Ela vem sofrendo com a rejeição de parte do público italiano que não aceita uma estrangeira ganhando mais destaque no programa do que os nativos. Confinada desde setembro, ela já passou por nove paredões. E segue sendo indicada.

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Um dos torcedores mais fiéis é o irmão de Dayane, Juliano Mello, que trabalha com a modelo e se divide entre Brasil e Itália para apoiá-la. Depois da tristeza de encarar mensagens de misoginia e xenofobia nas redes, ele agora está esperançoso com a vitória, graças à mobilização dos brasileiros.

A minha irmã vai ser a vencedora do programa através do Brasil. Eles [torcedores brasileiros] vão fazer de tudo para ela ganhar. Agora cada vez mais.
Juliano Mello

Juliano conversou com Splash diretamente de Lontras (SC), cidade onde ele e a irmã cresceram sob os cuidados do pai e da avó paterna. Antes, tiveram uma infância difícil em Joinville, um assunto que preferiam deixar no passado, mas que acabou surgindo após os quatro meses de confinamento de Dayane.

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Infância difícil

Hoje com 33 anos, Juliano conta que, até os 7, ele cuidou praticamente sozinho de Dayane e de outros três irmãos menores. Eles viviam com a mãe biológica, mas, segundo ele, ela era muito ausente e chegava a passar dias longe de casa. A situação só mudou quando foram morar com o pai.

Todos têm sua parcela de culpa, mas nós, as crianças, éramos os únicos que tínhamos culpa naquela situação.

O pai deles, que vivia em Joinville, recebeu uma carta contando que os filhos estavam passando necessidade sob os cuidados da mãe. Dayane tinha 6 anos e Juliano, 7. A partir daí, eles foram morar com o pai e a avó paterna, que consideram a verdadeira mãe.

Depois que Dayane comentou sobre a infância problemática com os outros participantes, a produção do "Gran Fratello" localizou sua mãe biológica, que gravou um depoimento exibido no programa. Juliano, então, foi às redes defender a irmã e publicou um vídeo no perfil dela.

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No vídeo, a mãe também pediu que a história ficasse no passado. Ela se defendeu, dizendo que o pai tomou os filhos dela e nunca a ajudou. E que, assim como eles, também sofreu demais, pois engravidou muito nova, aos 18 anos.

Hoje tem pessoas querendo distorcer os fatos. É muito fácil chegar na televisão agora e dizer que a minha irmã está mentindo. Isso é injusto.

Juliano acredita que Dayane jamais quis ganhar vantagem com a história triste. Ele conta que nem ele nem a irmã nunca dependeram da mãe biológica para nada e já tinham deixado essa história no passado. Para ele, o vídeo da mãe deixou a modelo ainda mais exposta.

Sucesso no Chile e na Itália

A vida de Dayane mudou radicalmente depois que ela participou de um concurso de modelos em São Paulo. A adolescente sonhava em seguir a profissão e logo recebeu um convite para morar e trabalhar no Chile. Ela foi para lá aos 14 anos e chegou a ficar conhecida no país.

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Juliano se mudou para o Chile em 2010 para acompanhar os trabalhos da irmã e dar apoio familiar a ela em terras estrangeiras. Mas logo surgiu o convite para modelar na Itália, e Dayane se mudou para a Europa. Ela vive há quase uma década lá e tem uma filha italiana, Sofia, de 6 anos.

Sou assessor, braço direito, a pessoa que ajuda a rever contratos, trabalhos. Tomamos decisões juntos. Cuido também da parte financeira. Fico mais por trás das câmeras.

O sonho dela é voltar

Segundo Juliano, o sonho de Dayane é comprar uma casa no Brasil e voltar para cá também com a filha, para que ela possa conviver com a outra parte da família e aprender os costumes daqui. Enquanto isso não acontece, a criança está com os ex-sogros dela, com quem ela se dá bem.

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Os brasileiros estão dando a ela todo o apoio. Estou recebendo muitas mensagens de carinho e conforto. Tem muita gente dizendo que a nossa história coincide com a história deles.