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Mauricio Stycer

Em ação, Melhem expõe dezenas de áudios e pede indenização a Calabresa

Dani Calabresa e Marcius Melhem  - Reprodução / Internet
Dani Calabresa e Marcius Melhem Imagem: Reprodução / Internet
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

14/01/2021 20h20Atualizada em 15/01/2021 20h17

Em ação de indenização por danos morais e materiais contra Dani Calabresa, protocolada nesta quinta-feira (14) na Vara Cível de São Paulo, Marcius Melhem apresenta dezenas de mensagens de áudio e texto que comprovariam, segundo ele, a intimidade entre os dois entre 2017 e meados de 2019.

A ação tenta demonstrar que o tratamento de Calabresa a Melhem "é absolutamente incompatível com aquele esperado de uma sedizente vítima de assédio", diz Marcello de Camargo Teixeira Panella, advogado do ator no texto.

"O tom jocoso e íntimo era constante no tratamento entre ambos. Entre autor e ré eram comuns as brincadeiras, inclusive de natureza sexual. Mas nada aí havia de constrangedor, abusivo ou imposto", afirma a ação.

"Tais manifestações, com efeito, se davam no âmbito da livre esfera de vontade de dois adultos, solteiros, maiores e capazes. Sob essa ótica nada há a ser recriminado ou censurado; frise-se, não sendo cabíveis quaisquer juízos de valor a respeito."

Detalhes sobre a ação foram divulgados nesta quinta-feira pela revista "Veja". O UOL acessou a peça judicial no início da noite dentro do site do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Melhem pede uma indenização de R$ 200 mil, que promete doar, se vencer, à Associação de Assistência a Criança Deficiente (AACD) e cobra o ressarcimento do custo de todo o tratamento psiquiátrico/psicoterápico que fez entre fevereiro e dezembro de 2020, no valor de R$ 46.400,00, por causa do "grave sofrimento moral e psíquico" sofrido, assim como uma retratação pública de Calabresa.

Ao justificar a inclusão de áudios e mensagens íntimas na ação, o advogado de Melhem diz que a transcrição das conversas "não é gratuita e nem tem qualquer propósito midiático, como as informações que vêm sendo transmitidas pela imprensa a respeito do caso". Segundo ele, "justifica-se e faz-se necessária para o fim de se restabelecer a verdade dos fatos e demonstrar a tônica que regia o relacionamento" dos dois.

Sobre a acusação mais grave, de assédio sexual e violência durante uma festa em novembro de 2017, Melhem nega e acrescenta que trocou "beijos e carinhos, de modo absolutamente consensual" com Calabresa. E diz ainda que, na mesma festa, "trocou também beijos e carinhos com uma amiga convidada por Daniella, e que não foi referida pela reportagem da Revista Piauí."

Com a exposição de inúmeras mensagens trocadas após esta festa, a ação busca mostrar que "a relação pessoal e profissional entre o autor e a ré se manteve harmoniosa, com a mesma afetuosidade, nos meses e nos anos seguintes".

Escreve o advogado: "Ora, fosse verdade o veiculado na Piauí, não seguiria a ré requisitando conselhos pessoais e profissionais ao autor. Fosse verdade, não teria a ré encaminhado dezenas de áudios carinhosos ao autor, enaltecendo-o nos âmbitos pessoal e profissional. Fosse verdade, não teria enviado áudios e mensagens para comentar e divertir-se com situações inusitadas por ela vivenciadas."

Em 17 de dezembro, as advogadas que representam Calabresa e outras funcionárias da Globo entraram com pedido de investigação de Melhem no Ministério Público. Elas prometeram entrar também com um processo criminal contra o ator pelo fato de ele ter divulgado áudios de uma conversa com Calabresa e um pedido de indenização por danos morais à atriz.

Procurada pela coluna, Mayra Cotta, uma das advogadas da atriz, não quis comentar a ação de Melhem.

Nesta sexta-feira (15), o juiz Fernando Henrique de Oliveira Biolcati acatou o pedido da defesa de Calabresa e decretou segredo de Justiça sobre o caso.

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