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Chico Barney

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

TV brasileira não pode se dar ao luxo de ficar sem Faustão

Faustão (Foto: Reprodução/TV Globo) - Reprodução / Internet
Faustão (Foto: Reprodução/TV Globo) Imagem: Reprodução / Internet
Chico Barney

Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002

Colunista do UOL

04/04/2021 19h50

Seja lá por qual desígnio no destino, fato é que este é o último ano do Domingão do Faustão na tela da Globo. Uma perda de proporções incomensuráveis para a moral da emissora e, mais do que isso, para a instituição chamada TV brasileira.

Não existe personalidade na grande mídia sequer próxima do que representa Fausto Silva. Já teci inúmeras loas ao apresentador nesta coluna, mas jamais será o suficiente.

Patinando no gelo fino que separa a diversão descompromissada do niilismo, consegue surpreender e tirar os convidados do prumo mesmo após mais de 30 anos no ar. Foge do protocolo estabelecido como padrão pelos seus pares e fará muita falta quando sair do ar.

Mesmo uma prosaica entrevista com a última eliminada do BBB, rotina que Faustão evitou por quase uma década, consegue causar fascínio. O breve papo com Sarah rendeu pelo menos um momento para os anais dessa indústria fundamental.

"Tô recebendo tanto amor das pessoas", celebrava a brasiliense no típico tatibitate dos egressos de reality shows. Mas Silva não se fez de rogado. "E esse amor vem de onde? Meteram 76% dos votos", zombou.

A TV brasileira não pode se dar ao luxo de perder Faustão da sua grade. Quando sair da Globo, é de bom alvitre assumir os domingos de qualquer outra emissora —ou precisaremos cancelar esse dia da semana para sempre.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL