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"Quase tudo moderno é brega na medida certa", diz Maria Rita Alonso

Arthur Vahia/Reprodução
Imagem: Arthur Vahia/Reprodução

Maria Carolina Gimenez

Colaboração para Nossa

12/03/2020 04h04

Maria Rita Alonso

Maria Rita Alonso

Carreira na moda:

Já foi diretora de redação da revista L'Officiel Brasil. Hoje, é editora de moda do jornal Estadão e colunista de moda da Rádio Eldorado, além de dar consultorias em nome do Estúdio Mira, empresa fundada pela própria jornalista.

Defina seu estilo em algumas palavras.
Meu estilo é um encontro de tecidos naturais com modelagens clássicas do streetwear. Acho que dá para definir como naturalista urbano (risos).

Uma peça que, atualmente, é sua favorita?
Uma bermuda de cintura alta de linho cru.

O que é indispensável e não pode faltar no seu armário?
Camisa branca, de preferência extra G.

E que não entra no seu armário de jeito nenhum?
Nunca diga nunca na moda (risos). No momento, estou dispensando saias curtas. Mas de repente, no inverno, usando com meia-calça e botas, quem sabe?

O que você acha brega?
Quase tudo moderno é brega na medida certa. Quando a gente erra na medida da "modernidade" e parece uma vítima da roupa, em geral, acaba ficando brega.

Uma combinação perfeita?
Camiseta e calça de alfaiataria.

Investe nos acessórios ou vamos de discreta?
Amo comprar um sapato bom, de marca boa.

Qual a peça de roupa mais antiga que você tem?
Tenho várias peças antigas. Tem uma blusa azul-marinho de gola rolê que eu amo muito. Ela tem uns 20 anos!

Uma tendência que virou moda e que, primeiro você não curtiu, mas depois começou a seguir?
Várias. Estampa zebrada, por exemplo, não gostava até ganhar uma camisa sem manga de zebra e começar usar e adorar.

Um ícone da moda?
Quando eu era pequena, no auge dos 80, minha mãe era uma mulher linda e poderosa, que se vestia misturando muito bem proporções, cores e comprimentos, tinha vários acessórios étnicos legais, usava a moda com muita personalidade. Ela é particularmente uma referência para mim, apesar de eu não seguir muito o estilo dela. Entre os ícones masters de todos os tempos, voto na Lady Di, na Gal Costa e na Audrey Hepburn. Hoje, entre os meus ícones atuais, estão Caroline De Maigret, Lupita, Julianne Moore, Timothée Chalamet.... Entre os brasileiros, admiro o jeito de se apresentar da Duda Beat, gosto muito do lifestyle carioca da modelo Carolina Fabbriani e da figura majestosamente delicada de Costanza Pascolato.