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"O conceito de brega está ultrapassado", diz Costanza Pascolato

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Maria Carolina Gimenez

Colaboração para Nossa

05/03/2020 15h49

Costanza Pascolato

Costanza Pascolato

Por que é ícone

Empresária e consultora de moda, Costanza construiu um legado na história da comunicação da moda brasileira e hoje, é um dos ícones mais influentes e respeitados deste universo.

Defina seu estilo em algumas palavras.
Meu estilo hoje é o mais prático e o mais "correto". [risos]

Uma peça que, atualmente, é sua favorita?
Calça que a minha filha fez para [a grife] Angela Mota, de todas as cores!

O que é indispensável no seu armário?
Sempre tenho casacos perfeitos e estruturados para manter a silhueta.

E o que não entra de jeito nenhum?
Bota branca.

Uma combinação perfeita?
Total look, tudo branco, tudo preto, tudo vermelho. Não tem erro!

O que você acha brega?
Eu não acho nada brega. Acredito que existem estilos tão variados hoje que não podemos julgar o que está certo ou errado. O conceito de brega está ultrapassado!

Investe nos acessórios ou vamos de discreta?
Acessórios são importantes, você pode ir mais ousada com uma roupa mais produzida ou mais discreta para o dia a dia. Sabe aqueles acessórios que a gente usa que fazem parte do seu mundo afetivo?

Qual a peça de roupa mais antiga que você tem?
Uma bolsa Gucci que minha mãe me deu quando eu tinha 15 anos. Faça os cálculos, se eu tenho 80 anos agora, são mais de 60 anos com ela! [risos]

Uma tendência que virou moda, mas você demorou a seguir?
Eu tive uma resistência com boho chic atual. Quando começou nos anos 1970, eu adorava, tinha a ver com revolução jovem e libertação sexual. Mas, depois, demorei um pouco a aceitar quando voltou. Mas adoro bata e acho que tem uma certa feminilidade quando são usadas com botas mais pesadas.

Um ícone da moda?
Ícones forever? São três: Balenciaga, Chanel e Saint Laurent. Não tem como, conheço a história.