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Itália dará 500 euros para cidadãos fazerem turismo interno

Arredores do Coliseu, em Roma, mostram pouco movimento - Andreas Solaro/AFP
Arredores do Coliseu, em Roma, mostram pouco movimento Imagem: Andreas Solaro/AFP

Da ANSA

13/05/2020 17h00

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, anunciou nesta quarta-feira (13) que o governo disponibilizará um bônus de até 500 euros para todas as famílias com renda anual menor que 40 mil euros para fazerem turismo dentro do país. A medida está prevista no decreto-lei (equivalente a uma medida provisória) aprovado pelo Conselho de Ministros para incentivar a retomada econômica do país, em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

De acordo com o texto, os beneficiários poderão utilizar o crédito para o pagamento de serviços oferecidos a nível nacional por empresas de alojamento turístico, como, por exemplo, hotéis, sendo utilizáveis de 1 de julho até 31 dezembro de 2020.

Além disso, bares, restaurantes e estabelecimentos de banhos estarão isentos do imposto municipal pela ocupação de terras públicas, informou o ministro da Economia, Roberto Gualtieri.

Segundo ele, serão alocados 2,4 bilhões de euros para ajudar as empresas do setor hoteleiro a enfrentarem "os custos de adaptação aos novos requisitos". "Apoiamos famílias e empresas em um momento difícil, mas também lançamos as bases para o reinício e a recuperação", concluiu Gualtieri. Por fim, o ministro dos Bens Culturais e Turismo da Itália, Dario Franceschini, lembrou que "todos os setores sofreram muito nesta crise, mas o turismo pagou mais pelas consequências da epidemia".

Por isso, o novo decreto prevê intervenções para apoiar as empresas, entre eles a isenção de impostos para hotéis, fazendas, parques e outros alojamentos, além de contribuições a favor de companhias com grande perda de faturamento, como no caso de agências de viagens e operadores turísticos.

Franceschini ainda ressaltou que a Itália não aceitará acordos bilaterais com a União Europeia que possam criar rotas turísticas privilegiadas. "Seria a destruição do mercado único. Nunca permitiremos isso"