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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mauro: Questionar o trabalho do técnico não é pedir que ele seja demitido

Do UOL, em São Paulo

17/04/2021 04h00

A derrota na Recopa Sul-Americana rendeu noas críticas ao técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, devido ao desempenho que seu time teve diante do Defensa y Justicia, enquanto que no Flamengo a derrota no clássico diante do Vasco virou motivo mais uma vez para que parte dos torcedores pedisse a demissão de Rogério Ceni do clube rubro-negro.

No podcast Posse de Bola #117, Mauro Cezar Pereira afirma que é preciso entender que analisar e criticar o trabalho de um técnico não é necessariamente desejar a sua demissão e que no caso do treinador do Flamengo, muitos que pedem a saída de Rogério Ceni, não há uma opção clara e viável.

"Questionar um trabalho, eu estou questionando o trabalho do Abel Ferreira desde o ano passado, não concordo com essa coisa de que o Palmeiras se adeque ao adversário, acho que não, o Palmeiras fez isso contra o Flamengo no segundo tempo, tanto que a gente ficou até espantado, por isso elogiamos tanto. A grande questão é o seguinte, você questionar o trabalho não significa pedir para um técnico ser demitido, são coisas distintas", diz Mauro Cezar.

"Abel Ferreira está sendo questionado, ele pode ser cobrado, o que isso significa? Não significa por uma faca no pescoço e ‘português, vou te demitir se o time não jogar bem’. Não, é discutir o assunto e no caso específico do Flamengo o que se pede é a demissão do técnico. Eu fiz uma live no meu canal e perguntei aos torcedores, até coloquei um torcedor para participar, ele entrou em vídeo, aí ele falou ‘eu acho que o Rogério Ceni não dá, tem que ter um técnico mais cascudo, com mais experiência. Eu falei: ‘nome, por favor’. ‘Ah o Miguel Ángel Ramírez era um bom nome’. Ele é mais jovem e o título que ele ganhou é menor do que o Rogério tem, ganhou a Sul-Americana, dirigiu um clube pequeno do Equador", completa.

Mauro afirma que o torcedor muitas vezes não considera que alguns nomes europeus que ele deseja são inviáveis financeiramente, caso do português Leonardo Jardim, e que quem pede pela saída de Rogério não consegue sugerir um nome.

"Se você contratar um técnico, o cara que ganha R$ 650 mil, são 100 mil euros. O salário de um técnico desses, comissão técnica, os caras pedem na faixa de 4 milhões de euros por temporada, dá muito mais, não tem como hoje. Por que o Abel veio? Porque é um técnico de clubes menores, ele era técnico do Braga e do PAOK, então ele viu como uma oportunidade muito grande de dirigir o Palmeiras, que é muito maior que os clubes nos quais ele trabalhou como treinador, então por isso ele aceitou", diz Mauro.

"Você não consegue trazer um Leonardo Jardim, o Gallardo só vai sair do River para a Europa e seria também um salário europeu e em dólar, porque os argentinos fazem contrato aqui no Brasil sempre em dólar, e o dólar também está bombando, é evidente. Ninguém apresenta um nome e o nome da maluquice é o Renato, que além de estar agora preocupado em cuidar da sua saúde, a ideia inicial dele, a informação é de que não vai assumir nenhum time, ele vai tratar da saúde dele e faz ele muito bem, o Renato fez um trabalho nos últimos dois anos muito aquém no Grêmio", completa.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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