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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Arnaldo: São Paulo quer enxugar folha de pagamento por treinador mais caro

Do UOL, em São Paulo

05/02/2021 19h34

Ainda com cinco jogos a fazer pelo Campeonato Brasileiro, o São Paulo já trata do planejamento para a próxima temporada, após as saídas do técnico Fernando Diniz e do então executivo de futebol Raí, com a gestão de Julio Casares tentando a contratação de um novo treinador e já promovendo uma reformulação no elenco, iniciada pela saída do centroavante Brenner, vendido para o FC Cincinnati, dos Estados Unidos.

No podcast Posse de Bola #97, Arnaldo Ribeiro afirma que o planejamento da diretoria do São Paulo é reduzir a folha salarial, tendo ainda a possibilidade de venda de mais um jogador jovem e até mesmo dúvidas em relação à permanência de jogadores como Daniel Alves, Juanfran e Hernanes, com a busca por um técnico estrangeiro e mais caro que o antecessor.

"Qual que era a sinalização? Ao acabar a temporada, o São Paulo vai ter que reduzir sua folha de pagamento e vender alguns jogadores jovens. Já vendeu o primeiro, Brenner, talvez venda mais um, vai enxugar a folha de pagamento e vai enxugar a folha de pagamento para trazer um treinador mais caro, melhor, mais experimentado, que possa, com menos, dar mais, fazer mais", afirma Arnaldo.

"A oportunidade que o Fernando Diniz teve no São Paulo, numa temporada em que o elenco era bom, era caro, não teve surto de covid, não teve grandes vendas, nenhum outro treinador terá. O Fernando Diniz perdeu essa oportunidade e o São Paulo perdeu essa oportunidade. Agora, o São Paulo vai para uma outra alternativa, a estratégia dessa diretoria, que tem mais de 30 dias trágicos até agora, é investir mais em um treinador, esperando que esse treinador possa fazer como muitos outros no Brasil, tirar mais de menos", completa.

O jornalista afirma que a definição pelo próximo treinador pode ocorrer já na próxima semana, mas não há a previsão de que o novo contratado possa trabalhar ainda no Campeonato Brasileiro, e a única certeza é que se trata de um estrangeiro, dentre muitos candidatos.

"Por que a opção pelo gringo? Porque as opções do São Paulo por técnicos estrangeiros diferentes nos últimos anos deram bons resultados, foram melhores do que os brasileiros, e as experiências dos rivais, adversários com técnicos estrangeiros recentemente, tem discussão, tem o Sampaoli no Galo, tem o Sá Pinto no Vasco, mas tem o Abel Ferreira no Palmeiras, tem o Jorge Jesus no Flamengo, tem o Coudet, que fez um bom trabalho no Inter e depois saiu", diz Arnaldo.

"O São Paulo não vê no mercado nacional, via a possibilidade do Rogério Ceni e como ele abraçou o Flamengo, não existe uma opção nacional boa. O São Paulo vai tentar contratar um técnico estrangeiro. Tem mil perfis, mil nacionalidades, mas pelo que eu sei das pretensões, das conversas, os nomes todos que o São Paulo está tentando são nomes válidos, salvo raríssimas exceções. Mesmo com pouco a oferecer, tem muita gente querendo falar com o São Paulo e muita gente querendo trabalhar no Brasil, por incrível que pareça, tem europeu, argentino, uruguaio querendo trabalhar no Brasil, mesmo que não por um salário astronômico", completa.

Se a gestão de Leco contava com um treinador barato para os padrões dos principais clubes da Série A, enquanto o elenco foi montado com jogadores como Daniel Alves e Juanfran, na nova diretoria a situação deve ser inversa, com a sequência dos jogadores caros ainda indefinida.

"Então essa é a sinalização, técnico melhor, gringo, investimento maior na comissão técnica, elenco mais enxuto, vendas e repactuação. As situações dos mais caros, Daniel Alves, Juanfran e Hernanes, que ganham euros, será revista assim que acabar o campeonato, a permanência deles é incerta, assim como a possibilidade de venda de mais um garoto", conclui.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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