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Renata Silveira sobre machismo ao longo da carreira: 'Nunca me intimidei'

Renata Silveira, narradora do Grupo Globo - Reprodução/Instagram
Renata Silveira, narradora do Grupo Globo Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo (SP)

06/07/2022 08h25

Renata Silveira, narradora do Grupo Globo, confirmou que sofreu com machismo durante sua carreira como narradora, mas nunca se intimidou.

"Nunca me intimidei [com o machismo]. Nada disso me impediu de acreditar que ali seria meu lugar. Em realidade, esse é um traço cultural que ultrapassa o esporte. Nossa sociedade foi estruturada sobre bases machistas", disse a narradora de 32 anos em entrevista à revista '29 horas'.

"Enquanto público, não estamos preparados para assistir, ouvir, admirar e consumir conteúdos produzidos por mulheres. Mas é claro que, quando falamos sobre futebol, a situação se agrava. Até meados de 1940, nós éramos proibidas de jogar, de assistir e até de comentar sobre o esporte. Desaceleraram nossos passos e, por isso, estamos chegando tão tardiamente", acrescentou.

A carioca será a primeira mulher a narrar uma Copa do Mundo na Globo, e ela também foi a pioneira em narrações femininas de partidas de futebol. No entanto, Renata afirma que o rótulo a incomoda.

"Eu me sinto honrada pelo título de 'pioneira', mas eu nunca quis que fosse assim. É triste pensar que demorou tanto para estarmos aqui. Meu mais sincero desejo era que eu fosse apenas mais uma entre tantas mulheres que já tivessem conseguido alcançar esse espaço. Mas, enquanto ainda engatinhamos, creio que seja um marco crucial para desestruturar estigmas e preconceitos no esporte", explicou.

Após jogos no SporTV, a jornalista já estreou na TV aberta em 2022 e já comandou a transmissão de um jogo masculino, algo inédito na Globo, na vitória do Botafogo sobre o Ceilândia, em abril, na terceira fase da Copa do Brasil.

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