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Assunção revela briga com Felipão por treino de faltas: 'Quem bate sou eu'

Marcos Assunção evela briga com Felipão por causa da barreira em faltas - Reprodução/YouTube
Marcos Assunção evela briga com Felipão por causa da barreira em faltas Imagem: Reprodução/YouTube

Colaboração para o UOL, em São Paulo

16/06/2021 13h11

Campeão da Copa do Brasil de 2012 pelo Palmeiras, Marcos Assunção brigou com o técnico Luiz Felipe Scolari em sua passagem pelo Alviverde por conta da altura da barreira nas cobranças de falta.

Especialista, Assunção pediu - sem consultar Felipão - para os funcionários do clube aumentarem a barreira usada nos treinamentos após ter dificuldade nos jogos. O treinador, porém, abortou a mudança.

"Eu tive uma briga com o Felipão uma vez, porque, logo no começo, a barreira era muito baixa. Chegava no treinamento, a bola passava. No jogo, não passava. Aí, uma vez, sem falar para o Felipão, eu pedi pro Marquinhos, que cuidava do campo, aumentar a barreira. Colocou a barreira de 2,5 m. Um dia o Felipão vai lá: 'Pô, essa barreira tá muito alta!'. Falei: 'Chefe, fui eu que pedi'. Ele: 'Não, não, não! Marquinhos, vem cá! Essa barreira tem que diminuir'. Eu: 'Como diminuir? Quem bate falta sou eu'. Marquinhos vai lá e diminui a barreira", contou Assunção em entrevista à TV Palmeiras.

Felipão só autorizou o uso da barreira com 2,5 m de altura após queda no rendimento de Assunção na bola parada.

"Aí chega no jogo e eu começo a chutar só na barreira, a bola começa a bater só na barreira. 'Tá vendo, chefe. Não estou acertando mais nada'. Aí ele: 'Marquinhos, volta a barreira com 2,5m' (risos)", completou o ex-jogador.

Assunção treinava até 120 cobranças de falta por semana, e era advertido tanto por Felipão quando por membros da comissão técnica alviverde.

"Eu treinava (faltas) duas vezes por semana. Não precisava de mais dias. Mas, quando eu treinava, treinava intensamente. Se tinha jogo no domingo, na sexta, eu treinava de 60 a 80 faltas. No sábado, eu treinava de 30 a 40. Era desgastante. Muitas vezes, depois do treinamento, a perna ficava cansada, mas nunca tive lesão treinando faltas, porque conhecia muito bem meu corpo. Muitas vezes, vinha o fisiologista, o Felipão, o preparador físico e falava: 'Vai para lá que você vai machucar'. E eu: 'Não. Quero treinar. Hoje eu estou bem para treinar'", falou.

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