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Diego Garcia

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Palmeiras é condenado a pagar dívida por vendas de Tchê Tchê e mais cinco

Tchê Tchê em ação durante jogo do Palmeiras contra o Santo André  - Ale Cabral/AGIF
Tchê Tchê em ação durante jogo do Palmeiras contra o Santo André Imagem: Ale Cabral/AGIF
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

16/06/2021 11h43

O Palmeiras foi condenado a pagar R$ 665 mil à Federação das Associações de Atletas Profissionais (Faap). O valor é referente às vendas de Vitão, Arthur Cabral, Mendieta, Tchê Tchê, Daniel Fuzato e Fernando.

Vitão e Fernando foram vendidos ao Shakhtar, da Ucrânia, entre 2018 e 2019; Arthur Cabral foi para o Basel, da Suíça, no ano passado; Mendieta se transferiu para o Olimpia, do Paraguai, em 2016; Danilo Fuzato acabou na Roma, da Itália em 2018; e Tchê Tchê no Dinamo de Kiev, também da Ucrânia, no mesmo ano.

A Faap é uma espécie de sindicato de atletas que, como entidade de assistência social aos jogadores, tinha por lei direito a percentuais de salários e transferências. Porém, a cobrança foi derrubada por uma lei que entrou em vigor no começo deste ano. A partir daí, a entidade foi à Justiça cobrar os valores dos clubes brasileiros..

A sentença foi publicada nesta semana pelo juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível de São Paulo. Ele ressalta que a cobrança precisa ser em dólar, corrigida monetariamente desde a data das transações, com acréscimo de juros e honorários. Dessa forma, o valor pago pelo Palmeiras deve ser bem maior.

O sindicato cobra 0,8% do valor recebido por cada transferência, pagamento previsto por lei. Nos últimos meses, a Faap tem disparado dezenas de ações contra os clubes brasileiros, especialmente depois de uma mudança na lei. Desde janeiro, a obrigatoriedade do pagamento não existe mais, o que levou a federação a acelerar processos para receber por transferências feitas até dezembro do ano passado.

A entidade é a mesma que havia entrado com ação contra o Palmeiras na semana passada, cobrando R$ 1,3 milhão em porcentagens dos salários do elenco alviverde - a federação tinha direito a 0,5% de cada remuneração.

A federação já processava o clube em outra ação, essa do começo de 2020, em cerca de R$ 450 mil por percentuais das vendas do meia Moisés para o Shandong Luneng (CHI) e do lateral Luan Cândido ao RB Leipzig (ALE).

Na semana passada, conforme revelou a coluna, a Faap também entrou com processos contra Corinthians, Santos e São Paulo.

Procurado, o Palmeiras disse à coluna que não comenta processos judiciais.