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Galhardo sobre provocação com Gabigol: 'Tudo resolvido, vida que segue'

Thiago Galhardo comemora gol na vitória do Inter sobre o Olimpia - Ricardo Duarte/Inter
Thiago Galhardo comemora gol na vitória do Inter sobre o Olimpia Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/05/2021 20h34

Após uma ótima atuação na goleada do Inter na Libertadores, Thiago Galhardo foi o convidado do Futebol na Veia, da ESPN, e, além de falar bastante sobre o Inter e sobre o futebol brasileiro, também teve tempo para comentar sobre a conhecida polêmica das provocações com Gabigol, nas últimas rodadas do Brasileirão 2020. Polêmica que, para o atacante do Internacional, está resolvida.

"Não sou um cara rancoroso, não guardo mágoa. Já falei que não foi provocação. Mas, não me machucou em nenhum momento, sou um cara esclarecido, para mim não muda nada. Agradeci ele, até, e volto a dizer: num momento tão especial de conquista do bicampeonato, pela forma como foi, ele lembrar de mim, fico muito feliz. Se fosse eu o campeão, com certeza estaria com meus amigos comemorando, com minha família e jamais pensaria em provocar alguém. Para mim está tudo resolvido, vida que segue e se a gente se encontrar, provocação zero', disse.

Perder o título Brasileiro também foi tópico e Galhardo falou sobre o sofrimento que foi a perda naquele contexto. "Os dez dias que a gente acaba tendo de folga foi o momento de sofrer. Ao mesmo tempo que a gente sofreu, estávamos no aconchego da nossa família e poder sair um pouco do futebol foi bom. Ninguém queria vencer mais do que nós. Foi um pênalti que não vai, centímetros que o Edenílson está impedido, defesa milagrosa, bola na trave, então você não pensa nos jogos passados, contra o Sport, pensa naquele jogo em si. Foi por um gol, ouvi muito isso dos nossos amigos", disse.

Falando em Flamengo, Galhardo também comentou sobre o time carioca e o Palmeiras, que são os maiores campeões do Brasil e, segundo o atacante do Inter, os times a serem batidos, mas há times se organizando para isso.

"Ambos têm um conjunto há mais tempo, tem a questão salarial, que conta, são jogadores de Seleção, de altíssimo nível, um bicampeão brasileiro o outro campeão da Libertadores, da Copa do Brasil. Então, não tem o que falar, são times a serem batidos, sim. Mas, você vê o Inter em evolução, com muitos remanescentes dos últimos anos e contratações. Taison chega para levar a gente a outro patamar, tem os jogadores voltando de lesão. O Atlético MG com ótimas contratações, Hulk começou a desembestar, Santos não precisa falar, tem o Marinho lá, perdeu o Soteldo, começa mal, mas sem dúvida vai brigar pela classificação. São Paulo jogando um futebol bonito, sem perder. Então, a gente vê os brasileiros muito fortes nessa briga e, tenho certeza que, na hora do mata-mata, independente de Palmeiras e Flamengo estarem na frente, fica tudo igual", analisou.

Sobre o Internacional de Miguel Angel Ramirez, Galhardo foi bem positivo sobre a evolução do time. "Temos evoluído muito bem jogo a jogo. Tenho certeza que, com campo bom, o Inter vai jogar para frente, sempre em busca do gol. Olhando os últimos jogos, tivemos uma média de gol absurda e isso quer dizer que nosso time tem criado. O mais legal é que não é só um fazendo gol, é um rodízio de atletas que mostra como o time tem entendido a ideia do Miguel. Os gols não são só gols, meu gol ontem, se for analisar, só Cuesta e Lomba não encostam na bola, então é um jogo coletivo, que viemos treinando e que tentamos executar e, de fato, tem saído muito bem. Quando o Ramírez chega, nossa construção ficou um pouco mais difícil, a bola não estava chegando, porque era todo um processo inicial, para que a gente pudesse entender e aprimorar. Depois que as coisas começaram a sair naturalmente, em campos bons, as coisas facilitaram muito, criamos muitas oportunidades com uma variação de jogadores", argumentou.

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