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Arena SBT estreia com gritaria popular, papo com Tite e merchan do Governo

Gabriel Vaquer

Colaboração para o UOL, em Aracaju

27/10/2020 01h35Atualizada em 27/10/2020 16h13

No fim de noite desta segunda estreou o novo programa de futebol do SBT, o "Arena SBT". Comandado por Benjamin Back de 23h45 até a primeira hora da madrugada, as principais atrações do programa foram uma entrevista de 20 minutos com o técnico da seleção brasileira, Tite e uma discussão forte sobre a situação atual do Corinthians, que lembrou os debates com gritaria que tomaram a linha popular do futebol na TV aberta.

Em sua primeira edição, o programa teve números baixos de audiência e levou uma goleada de seus concorrentes em São Paulo. Tal fato, no entanto, não chegou a preocupar a direção da atração e do SBT. O comando da emissora disse que já trabalhava com tal projeção e que uma evolução só será possível com o tempo e a consolidação do programa.

Outro fato que chamou a atenção foi uma peça publicitária do Governo Federal sobre a pandemia do novo coronavírus inserida no meio da atração - texto lido por Benja e finalizado com "Governo Federal. Pátria amada, Brasil".

O programa começou com Benjamin Back cantando uma música sobre sua chegada na emissora de Silvio Santos. "Agora é oficial, é o Benja no SBT", cantou o também apresentador do Fox Sports, e logo depois apresentando o elenco do programa: Cicinho, Maurício Mano e Emerson Sheik. Téo José foi o convidado do elenco esportivo do SBT. O programa foi gravado no fim da tarde desta segunda, numa rotina que deverá ser repetida pelo menos neste início de trajetória.

Assim que começou, o programa colocou no ar conversa com Tite, que entrou diretamente da sede da CBF, no Rio de Janeiro. Por 20 minutos, Tite falou de sua convocação e da sua relação com Sheik em 2012 - juntos, eles ganharam a Libertadores da América e o Mundial de Clubes. Tite também explicou o motivo de não dar uma chance para Marinho, do Santos. "A concorrência é muito grande no setor. Temos Neymar, Richarlison, Vinícius Júnior, Rodrygo, Everton Cebolinha... É um dos setores mais bem servidos", disse ele.

Entre a conversa de Tite e o único intervalo comercial do programa, recheado de marcas, Benja fez a única ação testemunhal do programa, oriunda do Governo Federal, que é parceiro recorrente do SBT. O anúncio do Ministério da Saúde, sobre cuidados da Covid-19, tem sido feito por diversos programas da emissora, como os apresentados por Eliana, Raul Gil e Ratinho.

Logo depois da conversa com Tite, a parte de debate do programa começou. O estilo já é conhecido pelo telespectador. Com uma linha "conversa de boteco" e por diversas vezes com uma gritaria onde um comentarista atropelava a fala do outro, muitos telespectadores nas redes sociais lembraram do "Fox Sports Rádio", comandado por Benja na TV por assinatura desde 2014 com sucesso. O debate foi predominante sobre times paulistas. Fora de São Paulo, apenas o Flamengo foi debatido por apenas 8 minutos - mais que o Palmeiras, que teve seus bastidores conversados por 6 minutos.

SBT perde quase 47% de audiência em faixa

Segundo dados prévios de audiência da Grande São Paulo, obtidos pelo UOL Esporte, o "Arena SBT" marcou 2,6 pontos de média com picos de 4,4 e 5,7% de participação, ficando em terceiro lugar. A Globo, com a "Tela Quente", marcou 16,3. A Record, com "A Fazenda 12", "Jornal da Record 24h" e o religioso "Inteligência e Fé" obteve 9,5 pontos. Band e RedeTV! fecharam com 0,8 e 0,6 respectivamente.

Se comparar com a semana passada, o SBT perdeu público na mesma faixa de horário. Na capital paulista no último dia 19, com a última edição do "Conexão Repórter", o canal de Silvio Santos marcou 4,9 pontos. É uma queda de 46,9% na audiência.

Por outro lado, o "Arena SBT" começou com três patrocinadores garantidos. Por ser parte do pacote comercial da Libertadores, as marcas Claro, Sportingbet.TV e Amazon Prime também podem anunciar no programa de debates.

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